20090911

Chão: Rua Mendo Estevens, 78

13 a 20 de Setembro 2009
[no âmbito do festival Escrita na Paisagem '09]

Chão: Rua Mendo Estevens, 78.

O terreno e edifícios do nº 78 da Rua Mendo Estevens, em Évora, albergaram a partir de 1920 a Cordoaria dos Santos Pereira, fundada pelo avô do actual proprietário.
Para além do espaço onde as cordas eram fabricadas, hoje alugado como depósito de lenha, as restantes edificações serviam de habitação ao dono e a alguns operários.
O projecto consistirá na deslocação da equipa Chão para a casa principal da Rua Mendo Estevens 78, com o objectivo de levar a cabo in loco a biografia do lugar e a documentação dos dados recolhidos.
Esta investigação terá a particularidade de ser feita não a partir de documentos, que parecem estar em falta, mas recorrendo antes à "reconstituição dos acontecimentos". Neste sentido, tanto em relação à cordoaria como aos espaços domésticos, propomo-nos não só recolher os testemunhos de quem fez parte do seu passado, como evocá-lo a partir da actualização dos gestos e acções que aí tiveram lugar. Com a ocupação da casa principal por parte da equipa Chão pretendemos recuperar certos gestos e acções passadas, mesmo se porventura as mais banais. Acções quotidianas como dormir, cozinhar ou comer, vistas não como especificamente nossas, mas como “genéricas”, serão assim repetidas e poderão ser documentadas. O resultado serão documentos “em segunda mão” ou, no extremo, gestos/documentos encenados.


CALENDARIZAÇÃO:

20 e 21 Junho | 1ª estadia em Évora em local exterior ao espaço: visita e início de contactos

16 a 23 de Agosto | 2ª estadia em Évora em local exterior ao espaço: definição de plano de trabalho, início da investigação e continuação de contactos

13 a 20 de Setembro | Ocupação da casa principal: continuação de investigação e documentação in loco

19 de Setembro | Apresentação pública dos resultados da estadia da equipa Chão em Évora. Convidado especial: The Beautiful Schizophonic.

PROGRAMA:

"The Confort Zone", instalação sonora, The Beautiful Schizophonic

"Romance de Cordel", poesia visual, Susana Mourão

"Pull my strings, and I'll go far", instalação sonora / concerto, Miguel Sá

DJ set, a partir de gravações de campo, Nuno Bernardino

"Dar o Nó", loop sonoro, Susana Mourão

"Play Évora", projecção vídeo, Marta Galvão Lucas

"Dar Corda à Conversa", depoimentos em vídeo, Susana Mourão e Susana Ribeiro Martins

The Beautiful Schizophonic, concerto

Vídeo e improvisação musical, Jari Marjamaki

"estevens 1, 2, 3 e 4", projecção vídeo, Susana Ribeiro Martins


Morada:  Rua Mendo Estevens, 78 (à porta de Machede Velho) - ÉVORA

Links:
myspace.com/projectochao
http://www.facebook.com/group.php?gid=117328058831


Entrada livre

Integrado no festival Escrita na Paisagem

Agradecimentos: Arquivo Fotográfico e Centro de Documentação da C.M. Évora, António Domingues e Quinta do Xarama, Cafetaria Jesuíta (Bia e Uli), Inês Massapina, Gaudêncio Martins, Manuel Armando Nunes, Sra. Alzira e Sr. Bonito e, em especial, José Rodrigues dos Santos.

20090710

Chão: Rua Anchieta, 31


22 a 29 de Julho 2009
 
Chão: Rua Anchieta, 31. Construído após o terramoto de 1755, no âmbito da extensão ao Chiado do plano pombalino de reconstrução da Baixa, o edifício nº 31 da Rua Anchieta, que faz esquina com a Rua Garrett (nºs 69 a 75), albergou desde 1773 no seu piso térreo a livraria Bertrand. A livraria foi fundada em 1732 por Pedro Faure, e instalou-se inicialmente na esquina da Rua Direita do Loreto com a Rua do Norte. Depois da sociedade com os irmãos Pierre e Jean Joseph Bertrand, o estabelecimento passou a chamar-se Pedro Faure e Irmãos Bertrand, tendo adoptado ainda outras designações até chegar à que hoje conhecemos. A livraria passou também por várias gerências e por uma outra localização antes de se fixar na Rua Garrett/Anchieta. Os restantes pisos, actualmente desocupados, albergaram até recentemente os escritórios da Editora Bertrand, tal como escritórios de outras empresas, consultórios médicos e habitações privadas. Os planos actuais para o local prevêem a reabilitação dos pisos superiores do edifício para habitação.


CALENDÁRIO:



22 a 29 de Julho (quarta a quarta) das 15 às 20h | RE INVENTAR O DIA CLARO
instalação de Paulo T. Silva


22 a 29 de Julho (quarta a quarta) das 15 às 20h |  RE COMEÇAR
esboço de inventariação do material relacionado com o mixed-media “Almada, Um Nome de Guerra” de Ernesto de Sousa



23 de Julho (quinta) 21:30h | PALAVRA OU OLHAR?
debate sobre poesia visual com E. Mello e Castro, Fátima Lambert, Fernando Aguiar e José Bártolo


24 de Julho (sexta) 21:30h | UMA CRIAÇÃO CONSCIENTE DE SITUAÇÕES
debate à volta da obra e do legado de Ernesto de Sousa, com Adriana Sá, Filomena Sousa Gomes, João Fernandes, Leonel Moura, e Rui Eduardo Paes


25 de Julho (sábado) das 14 às 18h | WORKSHOP DE TIPOGRAFIA
orientado por Paulo T. Silva e M. M. Malaquias, com projecção do filme HELVETICA de Gary Hustwit


25 de Julho (sábado) 22h | 1 LIVRO
Apresentação ao vivo da peça sonora criada a partir de "A Invenção do Dia Claro", de José de Almada. Por Jari Marjamäki (laptop), Lula Pena (voz), Miguel Sá (laptop), Luís Elgris (voz pré-gravada) e Paulo T. Silva (proposta).




PROGRAMA:


Com o programa proposto pretende-se abordar o tema das Letras através da palavra escrita, inscrita e dita.


1. RE INVENTAR O DIA CLARO
Instalação de Paulo T. Silva


A intervenção parte do mixed-media “Almada, Nome de Guerra” (1969-1983), do artista português Ernesto de Sousa (1921-1988) e da obra literária de Almada Negreiros (1893-1970). Como noutros trabalhos que realizou, Ernesto de Sousa convoca nesta peça o génio de Almada Negreiros, recorrendo a textos do autor e ao material documental (filme, fotografias, registos sonoros) que ele próprio recolheu ao longo de anos em entrevistas com Almada e em filmagens no seu atelier e noutros locais de trabalho.


2. 1 LIVRO
Por Lula Pena (voz), Miguel Sá (laptop), Jari Marjamäki (laptop), Luís Elgris (voz pré-gravada) e Paulo T. Silva (proposta)

Apresentação ao vivo da peça sonora criada a partir de um excerto de "A Invenção do Dia Claro", de José de Almada Negreiros.


3. RE COMEÇAR

Esboço de inventariação de “Almada, Um Nome de Guerra” de Ernesto de Sousa


“Almada, Um Nome de Guerra” é provavelmente a obra/projecto mais complexa de Ernesto de Sousa. Mixed-media iniciado em 1969 e apresentado em público pela primeira vez em 1983, é composto por diapositivos, filmes, diversas gravações sonoras, e música original de Jorge Peixinho. Para além do compositor português, colaboraram com Ernesto de Sousa nesta obra, entre outros, o designer Carlos Gentilhomem e o artista Fernando Calhau.


4. PALAVRA OU OLHAR?
Com E. Mello e Castro, Fátima Lambert, Fernando Aguiar e José Bártolo

Debate sobre a evolução da poesia visual / concreta / experimental portuguesa: dos caligramas de Almada Negreiros à era do digital.  


5. UMA CRIAÇÃO CONSCIENTE DE SITUAÇÕES 
Debate sobre a obra e o legado de Ernesto de Sousa, com Adriana Sá, Filomena Sousa Gomes, João Fernandes, Leonel Moura e Rui Eduardo Paes


O percurso de Ernesto de Sousa (Lisboa, 1921-1988) parte de uma formação em ciências, cinema e artes plásticas e abrange os mais variados acontecimentos, acções e situações. Com este debate pretende-se discutir o papel de Ernesto de Sousa no contexto artístico português e estrangeiro dos anos 60 a 80 e a actualidade da sua abordagem à prática artística – da interdisciplinaridade ao mixed-media, da citação à participação.


6. WORKSHOP DE TIPOGRAFIA
Orientado por Paulo T. Silva e M. M. Malaquias


Uma abordagem à definição, função, forma, criação, desenho e história da Tipografia, da sua origem aos processos digitais.
O workshop incluirá a projecção de HELVETICA (80’, cor, som, 2007), filme de Gary Hustwit dedicado ao impacto desta fonte na tipografia, no design gráfico e na cultura visual. Inclui testemunhos de, entre outros, Erik Spiekermann, Wim Crouwel, Neville Brody, Stefan Sagmeister, David Carson, Paula Scher, Experimental Jetset e Rick Poynor. (+ info: http://www.helveticafilm.com/ )



Entrada livre em todas as actividades;



Morada: Rua Anchieta, nº 31 (esquina com Rua Garrett, Chiado)

Apoios: Imogávea, RRJ Arquitectos, Megarim, Vale D’algares, Finepaper, Razzmatazz, Câmara Municipal de Lisboa, Arquivo Nacional Torre do Tombo, GAU, CEMES – Centro de Estudos Multidisciplinares Ernesto de Sousa


Agradecimentos: Alexandre Estrela, António Silveira Gomes, Fernando Costa, Filipa Valadares e Isabel Alves.

Links relacionados:
myspace.com/projectochao

http://www.facebook.com/group.php?gid=117328058831


 

BIOGRAFIAS:

Adriana Sá
(Lisboa, 1972) Formada em música e em Belas Artes pela Mendelsohn Hochscule fur Musik e pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, as suas obras (frequentemente colaborativas) exploram o multimédia e a interdisciplinaridade através da performance, da instalação, do site-specific, da improvisação e da composição. Desde 1998 que o seu trabalho tem sido apresentado na Europa, EUA e Japão, tendo recebido, em 1999, a Bolsa Ernesto de Sousa pelo projecto “Laboratório de Sensações 3”.


Almada Negreiros (José Sobral de) (São Tomé e Príncipe, 1893-1970) estudou na Escola Internacional de Lisboa, onde ingressou em 1911. Em Paris estudou pintura, de 1919 a 1920, tendo vivido ainda em Espanha, de 1927 a 1932. A sua vasta obra abarca diversas disciplinas: pintura, desenho, literatura, dramaturgia, etc. Colaborou com Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro no lançamento do revista Orpheu em 1915, editou a revista Sudoeste a partir de 1935 e foi também colaborador de Portugal Futurista, Contemporânea e Athena. Dos livros editados destacam-se “A Engomadeira”(1915), “Manifesto Anti-Dantas”(1915), “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Séc. XX”(1917), “K4 O Quadrado Azul”(1917), “A Invenção do Dia Claro”(1921) e “Nome de Guerra”(1925, ed.1938). No âmbito das artes plásticas realizou, a partir de 1913, várias exposições individuais e colectivas e produziu trabalhos como os frescos das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos (1943-48), os vitrais da Igreja do Santo Condestável (1951) ou o painel “Começar” para o hall do edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian (1969).

Ernesto de Sousa (José) (Lisboa, 1921-1988) Frequentou a Faculdade de Ciências de Lisboa (curso de Físico-Química) e os cursos de Cinema da Cinemateca Francesa, Sorbonne e Institut de Hautes Études Cinematographiques de Paris. Também em Paris, onde viveu de 1949 a 1952, frequentou aulas de Arte na École du Louvre e de iniciação às artes plásticas com Jean d’Yvoire. Leccionou na Sociedade Nacional de Belas Artes entre 1966 e 1969 (Curso de Formação Artística, Técnicas da Comunicação e Estética do Teatro e do Cinema). Entre 1960 e 1980, orientou diversos cursos e proferiu conferências em Portugal e no estrangeiro dedicadas à arte vídeo, ao happening e à performance. A sua obra multifacetada abrange, entre outras actividades, a fotografia, o cinema, as artes visuais, o teatro, o jornalismo e a rádio. Em 1947 fundou o primeiro cine-clube português (Círculo de Cinema). Foi redactor principal da revista Imagem (1956-61) e colaborador de Plano Focal, entre outras publicações. De 1958 a 1962, realizou o filme “Dom Roberto”, com o qual alcançou dois prémios no Festival de Cannes de 1963. Ao longo da sua vida participou em diversas mostras individuais e colectivas, das quais destacamos a apresentação dos mixed-media “Nós Não Estamos Algures” (Algés, 1969), “Luís Vaz 73” (Gent, 1975) e “Almada, Um Nome de Guerra” (Madrid, Barcelona, Lisboa, Évora, 1969-1983), em colaboração com o compositor português Jorge Peixinho. Como comissário organizou, entre outras, a exposição colectiva “Alternativa Zero” (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa, 1977) e as representações portuguesas na Bienal de Veneza em 1980, 1982 e 1984. Publicou vários livros de ensaios, entre eles “Re Começar – Almada em Madrid”(1983), e inúmeros artigos dedicados sobretudo à arte - da arte popular ao mixed-media e à interdisciplinaridade.
+ info em http://www.ernestodesousa.com/


E. Mello e Castro (Covilhã, 1932) Poeta, ensaísta e professor Universitário, formou-se em Engenharia Têxtil (Bradford, UK, 1956) e doutorou-se em Letras na Universidade de São Paulo (1998). Colaborador activo e teórico da Poesia Experimental Portuguesa durante a década de 60, introduziu a poesia concreta em Portugal (Ideogramas, 1962) e foi um pioneiro da vídeopoesia (Roda Lume,1968). Desde 1978 que se dedica à prática inventiva de infopoesia, pesquisando as relações poéticas entre arte e tecnologia.
Autor de cerca de 30 livros de poemas publicados desde 1952 e de 19 livros de ensaios de crítica e teoria literária, grande parte da sua poesia encontra-se reunida em “Trans(a)parências” (Tertúlia, Sintra, 1989), livro galardoado com o Grande Prémio de Poesia Inaset – Inapa. Em 2006 o Museu de Serralves organiza uma exposição retrospectiva da sua obra intitulada “O Caminho do Leve”.

Fátima Lambert (Porto) Licenciada em Filosofia, tornou-se Mestre em 1986 com a tese “A Estética Pessoana no Modernismo Português” e Doutorada em 1998 com o trabalho “Fundamentos filosóficos da Estética em Almada Negreiros” pela Faculdade de Filosofia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa. Coordenadora da “Comissão para o Ensino Artístico” do Ministério da Educação (1996/1997) e investigadora do projecto “Writing and Seeing” da Fundação da Ciência e Tecnologia (2003-2005), desde 2000 que exerce a docência e coordena o departamento de Estética e Educação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Autora de monografias sobre os artistas portugueses Cruz-Filipe, Pedro Casqueiro e Manuel Casimiro (Ed. Caminho, Lisboa, 2006) escreveu, também, os livros “Escultura Portuguesa no séc. XX” e “Pintura Portuguesa Contemporânea” e organizou a publicação “Writing and Seeing – Essays on Word and Image” (com Rui Carvalho Homem) lançado pela editora Rodopi, Amsterdão, em 2006; “Olhares e Escritas”, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2007; e “Entre a Palavra e a Imagem” editado pela Dardo, Santiago de Compostela, 2007. Foi curadora de exposições como “Porto 60/70: os Artistas e a Cidade” (Museu de Serralves, Porto 2001 Capital da Cultura), “Olhares e Escritas na Arte portuguesa desde 1960” (Porto, Galeria Municipal do Palácio de Cristal, 2003), “Entre a Palavra e a Imagem” (Fundación Luís Seoane, A Corunha/Espanha, 2006 e Museu da Cidade de Lisboa, 2007), foi a curadora portuguesa no contexto do Salon Européen de Jeunes Créateurs de Montrouge (2002-2007) e convidada para a curadoria da XV Bienal de Cerveira (2009). É, ainda, a responsável pela programação e curadoria da Quase Galeria - Espaço T, Porto.

Fernando Aguiar (Lisboa, 1956) Licenciado em Design de Comunicação pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, desde 1972 que se dedica à poesia experimental e visual tendo as suas intervenções/performances poéticas sido apresentadas em vários países do mundo. Poeta, professor e ensaísta, organizou o “1º Festival Internacional de Poesia Viva” (Figueira da Foz, 1987) e recebeu, no âmbito do IV Congresso Brasileiro de Poesia, o prémio “Laconicus” por mérito cultural. Ao longo do seu percurso artístico tem participado em inúmeros festivais internacionais de poesia e de performance, exposições, bem como organizado diversas outras dedicadas a este tema.

Filomena Sousa Gomes (n. 1962) Entre 1966 e 1968 frequenta o Curso de Formação Artística baseado nas teorias da Bauhaus, realizado na Sociedade Nacional de Belas Artes. No ano seguinte participa no Exercício de Comunicação Poética “Nós Não Estamos Algures” encenado por Ernesto de Sousa. A partir de 1996 passa a integrar a equipa do Serviço de Educação e de Comunicação do Museu Nacional de Arte Antiga e entre 1996 e 2006 é professora orientadora de um projecto cultural concebido na Escola Superiora de Educadores Maria Ulrich.

João Fernandes (Bragança, 1964) Foi curador independente entre 1992 e 1996, tendo comissariado as “Jornadas de Arte Contemporânea” (1992-96) no Porto, bem como a representação portuguesa à primeira Bienal de Joanesburgo, em 1995 (Luís Campos, Ângela Ferreira, Ana Jotta e Roger Meintjes), à Bienal de São Paulo de 1998 (Lourdes Castro e Francisco Tropa) e à Bienal de Veneza de 2003 (Pedro Cabrita Reis). É Director do Museu de Serralves desde 2003, depois de aí ter desempenhado as funções de Director Adjunto entre 1996 e 2003.

José Manuel Bártolo (n. 1972) é licenciado em Filosofia, Mestre em Estética e Doutorado em Ciência da Comunicação pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Desde 1995 colaborou com diversas instituições de ensino e, actualmente, exerce funções de docência na Escola Superior de Artes e Design (instituição da qual é presidente do conselho científico) e na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. É ainda investigador no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem da Universidade Nova de Lisboa. Curador independente desde 1998, foi Director Artístico da Casa dos Dias D’Água e tem trabalhado com diversas instituições (IADE, Instituto das Artes, British Council, Experimentadesign, CEMES etc.). Publica, regularmente, artigos sobre arte, design e cultura visual. É colaborador da Arte Capital (www.artecapital.net), membro do Conselho Editorial da Revista de Comunicação e Linguagens, editor da Resdomus e autor do blogue Reactor (http://reactor-reactor.blogspot.com/).

Jari Marjamaki, é músico, DJ e produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90. Como Zentex, editou já na Traum, Kickboxer, Resopal, Minisketch, Archipel e nas portuguesas Bloop e Plot. Para além de concertos ao vivo (como Zentex) e do trabalho como DJ (como Yari), tem trabalhado nos projectos Deestant Rokers, Monokone, Strip, 3 Wise Man. Animou o programa Ballet Mecânico nas estações de rádio lisboetas Oxigénio e Química.

Leonel Moura (Lisboa, 1948) Conhecido pelo seu trabalho artístico no qual faz uso da robótica e da inteligência artificial foi em 2003 que criou a primeira geração de robôs pintores capazes de produzir, de forma autónoma e baseados no comportamento emergente, obras de arte originais. Em 2006 surge o RAP (Robotic Action Painter) que passa a figurar na colecção permanente do Museu de História Natural de Nova Iorque e que, para além da produção de pinturas, decide por si próprio o momento em que estas estão terminadas assinando-as. Também em 2006 cria o ISU (O Robô Poeta) que constrói composições pictóricas com letras, palavras e manchas de cor, muito ao estilo da Poesia Concreta e do Letrismo, baseando o seu nome no de Isidore Isou, criador deste movimento. Em 2007 é inaugurado o Robotarium em Alverca, primeiro equipamento do género em todo o mundo que se configura como uma espécie de pequeno jardim zoológico dedicado à vida artificial. Para além da arte robótica, Leonel Moura dedica-se igualmente à arquitectura e tem produzido uma continuada reflexão sobre a Criatividade, Inovação e a Cidade na linha do conceito das Cidades Criativas. Designado pela Comissão Europeia Embaixador do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação é também colunista do Jornal de Negócios.

Lula Pena (Lisboa, 1974) Estudou Design Gráfico e Comunicação Visual na Escola António Arroio mas é à música que mais se tem dedicado. Dona de uma voz invulgar que faz acompanhar à guitarra, lançou em 1998 o CD “Phados”, um dos mais belos e aclamados trabalhos da música portuguesa recente onde as referências ao fado se cruzam com as da música tradicional portuguesa.

M. M. Malaquias (Lisboa, 1946) Gráfico, iniciou a profissão no jornal Gazeta do Sul, Montijo, 1959. No mesmo ano entra na Empresa Nacional de Publicidade (Anuário Comercial) onde iniciou a especialidade de compositor tipográfico manual e posteriormente mecânico (linotipista) através de exames profissionais na Imprensa Nacional e na firma Bertrand (Irmão), Lda. Durante o período do serviço militar esteve na Secção de Publicações do Estado-Maior do Exército nas especialidades da tipografia. Como compositor-linotipista trabalhou no jornal Diário de Lisboa, anos 1967 a 1969. De regresso ao Anuário Comercial, em 1971 é responsável pelo sector de composição mecânica (Linotype, Monotype e fundição de caracteres); no ano de 1973, com a introdução das novas técnicas de composição, é transferido para o sector de fotocomposição como responsável do mesmo; publicou o Catálogo de Tipos da então Empresa Pública Notícias e Capital (BN B.A.D. 1069 V). Em 1978 transferiu-se para a Imprimarte, SA (Páginas Amarelas) onde formou o sector de fotocomposição. Cursou na Linotype Paul, em Cheltenham, e participou com o INESC em vários projectos relacionados com a informatização e automação da paginação,; com Ladislas Mandel desenvolveu o desenho de caracteres tipográficos na criação do typeface para as listas telefónicas e introduziu e desenvolveu o Desktop Publisher na tipografia. Colaborou em várias publicações, entre as quais a revista O Gráfico (1965 a 1967). Actualmente é colaborador dos Cadernos de Tipografia e Design.

Miguel Sá  (Porto, 1973) Artista multidisciplinar, foi co-fundador do colectivo de música electrónica Zzzzzzzzzzzzzzzzzp! (1991-2002), com o qual editou os álbuns "Ficta 003" (Ananana) e "Fb56"(Fal.sh) e participou em diversas compilações e eventos nacionais e internacionais. Com Fernando Fadigas formou a dupla DJ Tra$h Converters e o projecto musical Producers, que editou o álbum "7/10" (Fundação Calouste Gulbenkian). Em 2004 integrou o Lumpen Trio. É Actualmente membro dos colectivos Whit, Serendip e A Parte Maldita. Em paralelo à sua actividade de músico fundou em 1990, com Paulo Vinhas e Jorge Pereira, a loja de discos e promotora de eventos Matéria Prima, e em 2001 a editora/produtora Variz. Foi programador e co-produtor dos festivais SuperStereo Demonstration (ZDB - 2002; Castelo de Linhares da Beira - 2005) e Número-Projecta (Cinema S. Jorge – 2006, 2007). Actualmente está envolvido como artista, produtor e programador no evento anual VilaTone - Vilamoura Mixed Media & Music Festival (Museu Arqueológico do Cerro da Vila).

Paulo T. Silva (1970) Licenciou-se em Design Visual no IADE (1994) e possuí formação complementar em várias vertentes do Design e das Artes Visuais. É docente no IADE, no Mestrado em Design e Cultura Visual (Estudos de Tipografia e Videoarte) e no Curso Profissional de Fotografia (Videoarte). Colabora, também, com a Restart como formador no Curso de Design Gráfico e New Media, nível 1 (módulo de Desenho Editorial e Identidade Corporativa). Foi sócio fundador e designer da empresa Bold Design (1996-2002). Desenvolve projectos independentes enquanto designer gráfico e outros que focam o seu interesse pela transdisciplinaridade destacando-se: “Reflexão”, instalação vídeo/som (Convento dos Cardaes, Lisboa, 2005); “Travessia de Fronteira” - parte 1, instalação diapositivos/fotografia (Sala do Veado, Museu de História Natural, Lisboa, 2007); “Som de Horas”, instalação diapositivos/som em co-autoria com Marta Traquino (Encontros de Música Experimental, Igreja de Santiago, Palmela, 2007).

Rui Eduardo Pais (Ilha de Moçambique, 1961) Autor de vários livros sobre as músicas experimentais e improvisadas, sempre em relação com as demais artes e com temas da filosofia, da sociologia e da antropologia, Rui Eduardo Paes é o editor da revista jazz.pt e escreve para diversas publicações europeias, a exemplo da Oro Molido (Espanha) e da Revue & Corrigée (França), mantendo ainda um website pessoal com entrevistas, artigos e críticas de discos em Português, Inglês e Francês (http://rep.no.sapo.pt). Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa, a cujo júri pertence como representante da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, e integrou a Comissão de Apreciação dos Apoios Sustentados de 2005-2008 para a região de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto das Artes – Ministério da Cultura português, como especialista na área da música. É, com Carlos "Zíngaro", co-director artístico da Granular (http://www.granular.pt), associação cultural sem fins lucrativos que tem como propósito promover o experimentalismo nas artes sonora e audiovisual portuguesas. Dele disse o crítico musical e músico britânico Dan Warburton (The Wire, Paris Transatlantic, Signal to Noise): “Paes é um exemplo de algo raro: um jornalista cujo trabalho é tão essencial e informativo quanto bem investigado e apaixonado.

20090115

Chão: Rua da Trindade, 18



1 a 7 de Fevereiro 2009

O edifício situado na Rua da Trindade nº18, ao Largo do Carmo, ocupa uma pequena parcela do terreno outrora pertencente ao Convento da Trindade, cuja construção teve início em 1289. As obras foram concluídas em 1325, mas a partir de 1569 o convento e a igreja sofreram sucessivas obras de reconstrução em consequência de vários desmoronamentos e incêndios, que culminaram no terramoto de 1755 e no incêndio que se seguiu. A catástrofe destruiu totalmente o conjunto de edifícios, que foram reconstruídos até 1788 no âmbito do plano de reconstrução de Lisboa.

Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, o convento passa a pertencer ao Estado que aí planeia instalar o Tribunal de Prefeitura da Província da Estremadura. O plano não é cumprido e os edifícios e terrenos são loteados e vendidos a particulares. O edifício correspondente ao actual nº18 da Rua da Trindade, terá sido construído durante o século XIX, embora para já só tenha sido possível recolher informação precisa acerca da utilização do recinto a partir do início do século XX.
Nas décadas de 1930 e 1940, o edifício terá servido de oficina à "Reparadora Electro-mecânica D. Moura", e em 1969, há registo de nele estar instalada a oficina metalúrgica de "D. Moura, Sucessores, Lda".
Em 1979, um projecto de alterações entregue na CML, previa, entre outras intervenções, a construção do actual piso em betão. O projecto era então proposto pela FRINIL – Frio Naval e Industrial, S.A.R.L., empresa fundada em 1971 e especializada em refrigeração e ar-condicionado, que entretanto aí instalou os seus serviços técnicos.
O edifício era no entanto propriedade da ENI – Electricidade Naval e Industrial, empresa fundada em 1969, dedicada a projectos e montagem de instalações eléctricas (electrónica e automação) para os sectores naval e industrial, que passou a ocupar o espaço na década de 1990.
Durante a ocupação do edifício pela FRINIL e pela ENI, o 2º piso esteve destinado, na maior parte da sua área, a gabinetes de desenho e projecto.
Em 2001 o imóvel foi adquirido pelo arquitecto Paulo Serôdio, que projectou a sua remodelação num conjunto de quatro habitações. O projecto não foi construído e, presentemente, o edifício encontra-se à venda.


PROGRAMA:


Com o programa proposto pretende-se explorar as características arquitectónicas do edifício nº18 da Rua da Trindade, e a prática de projecto e de desenho associadas ao seu passado mais recente, nomeadamente, durante a ocupação do recinto pelas empresas FRINIL e ENI, e durante o período em que este esteve vazio, mas em que o próprio edifício foi objecto de projecto.





1.
Acupunctura Urbana e Reabilitação – Os pequenos projectos e os grandes planos – Conversa


Apresentação do projecto de remodelação do edifício da Rua da Trindade nº18 da autoria do arquitecto Paulo Serôdio. O projecto, até hoje não construído, dará o mote a uma conversa à volta da relação entre as intervenções arquitectónicas pontuais e os grandes planos de reabilitação. O exemplo da Baixa-Chiado será ainda abordado pelos arquitectos Ricardo Carvalho e Filipe Mónica, que já intervieram na zona, e pelo arquitecto Manuel Salgado, actual Vereador do Pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa.

2. Oficina de Desenho


O Desenho será abordado durante cinco sessões ao longo da semana, a partir de diferentes disciplinas. As intervenções poderão tomar a forma de aulas práticas, conferências ou acções, em sessões orientadas individualmente, em parceria ou em simultâneo. O programa começará com uma aula/sessão de projecto dos arquitectos João Favila Menezes e Rui Mendes (2ª-feira), seguindo-se uma aula conjunta pelo designer Fernando Brízio e Fernando Poeiras da área das Ciências da Comunicação (3ª-feira), a apresentação dos projectos “Manual” e “Handling the Void” pelo artista Alexandre Estrela (4ª-feira), a demonstração/sessão de desenho arqueológico pela ilustradora científica Guida Casella (5ª-feira) e, na última sessão, a palestra do geógrafo e professor catedrático jubilado Jorge Gaspar, que acontecerá em simultâneo com a acção “Santa Fé” da artista Ana Jotta (6ª-feira).

3. Quatro Quartetos

Quatro projectos portugueses serão desafiados a explorar as características arquitectónicas e acústicas do espaço, em duas noites de concertos:

Whit, projecto de “gira-disquismo” (vulgo pratos de vinil) com Nuno Moita, Miguel Sá, Fernando Fadigas e Pedro Lopes; Flu reúne Gabriel Ferrandini (bateria), Bruno Parrinha (sax alto, electrónica), Diogo Palma (baixo), e Travassos (tapes, noise), num projecto novo que recebe influências do free jazz e do noise electrónico; Quarteto Zyryab, formado por Luís Roldão, Ricardo Nogueira, Daniel Sousa e Luís Aveiro, todos em guitarra, irão interpretar peças de Leo Brouwer, Flores Chaviano, Carlos Paredes (com arranjos de Pedro Louzeiro), Ka'mi e Marco Oppedisano; Sei Miguel Unit Core com Guilherme Rodrigues, contará com Sei Miguel (trompete, escrita e direcção), Fala Mariam (trombone alto), César Burago (percussão) e o convidado Guilherme Rodrigues (violoncelo).

4. Feira Franca

No seguimento da Oficina de Desenho, será realizada uma Feira Franca dedicada a esta disciplina. Para além das áreas abordadas ao longo da oficina, pretende-se dar também visibilidade à crescente produção associada à ilustração e ao grafitti e a suportes como revistas, fanzines, cartazes, flyers, capas de discos, etc. Assim, convidam-se os desenhadores residentes em Lisboa, ou de passagem, a trazer as suas pastas, blocos, cadernos ou “books”. O som estará a cargo de Yari e Nuno Bernardino.


CALENDÁRIO::


1 de Fevereiro | Acupunctura Urbana e Reabilitação

Domingo 16h Paulo Serôdio, Ricardo Carvalho, Filipe Mónica e Manuel Salgado.

Entrada livre;

2 a 7 de Fevereiro | Oficina de Desenho

Segunda-feira 18h João Favila Menezes e Rui Mendes
Terça-feira 18h Fernando Brízio e Fernando Poeiras
Quarta-feira 21h30 Alexandre Estrela
Quinta-feira 18h Guida Casella
Sexta-feira 18h Jorge Gaspar + Ana Jotta

Inscrição facultativa: projecto.chao@gmail.com
Bilhetes: 2 € por sessão;

6 e 7 de Fevereiro | Quatro Quartetos

Sexta-feira 22h Whit e Flu
Sábado 22h Quarteto Zyryab e Sei Miguel

Bilhetes: 5 € por noite;

7 de Fevereiro | Feira Franca

Sábado 15h às 20h Yari e Nuno Bernardino

Entrada livre;


Morada: Rua da Trindade, nº18 [ao Largo do Carmo]

Apoios: Junta de Freguesia do Sacramento, Casa Ermelinda Freitas e Cinzento Neutro

Agradecimentos: Museu Arqueológico do Carmo, Bombeiros Voluntários de Lisboa, Grupo Dot One e Trem Azul.


BIOGRAFIAS
:

Alexandre Estrela
(Lisboa, 1971) licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 1996. Em 1999 fez o mestrado em Artes Plásticas na School of Visual Arts de Nova Iorque. Também em Nova Iorque fez uma residência no International Studio and Curatorial Projects (2002-03) e aí residiu até regressar a Lisboa, onde é professor da cadeira de Audiovisuais na FBAUL desde 2004. Das exposições mais recentes destacam-se as mostras individuais “Putting fear in its place” (Espaço Chiado 8, 2008), “Stargate” (Museu do Chiado, 2006), “Merda” (Centro Cultural Vila Flor, 2006) e “Shooting for a Second I” (ZDB, 2005). Entre outros projectos, é director do festival de vídeo “Hi8 Short Video Festival” e do espaço “Oporto”, em Lisboa, e é co-editor da fanzine de desenho “Manual”.

Ana Jotta
(Lisboa, 1946) é artista plástica. Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo continuado a sua formação em Bruxelas, na École d’Arts Visuels et d’Architecture de l’Abbaye de la Cambre. Das exposições individuais mais recentes, destaca-se “s/he is her/e” (Espaço Chiado 8, 2008) e a retrospectiva “Rua Ana Jotta” (Museu de Serralves, 2005). Está representada nas colecções do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação EDP e do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, entre outras. Antes disso trabalhou no teatro com Osório Mateus*, nas “Produções Teatrais” entre 1977 e 1984, como actriz e cenógrafa. (*fundador da cadeira de História do Teatro da Universidade Clássica de Lisboa)

Fernando Brízio
(Angola, 1966) licenciou-se em Design de Equipamento na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 1996. Tem desenvolvido deste 1999 produtos, espaços expositivos, cénicos e interiores para inúmeras empresas e instituições como: Details, Droog Design, Rui Horta, Modalisboa, Intramuros, Lux/Atalaia, Experimenta Design, CCB entre outras. Trabalha desde 2007 com a Galeria KREO (Paris).Foi comissário do projecto S*Cool Ibérica 2005. É professor e coordenador do curso de Design Industrial na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e professor visitante na ECAL / Ecole Cantonal d´art de Lausanne. Tem participado em diversas conferências e júris, em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido exposto e publicado internacionalmente.

Fernando Poeiras
é docente da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, nos cursos de Design e Artes Plásticas. Além de docente em vários cursos e instituições do ensino superior trabalhou em publicidade, como consultor de comunicação, e fez pós-graduações em diferentes áreas. É investigador na área da cultura contemporânea, com diversos ensaios publicados, e prepara um doutoramento sobre "Design de experiência".

Filipe Mónica (Lisboa, 1972) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1996. Colaborou com os Arquitectos Carlos Lampreia (1992-1996), Gonçalo Byrne (1997-1999) e Manuel e Francisco Aires Mateus (1996-2001). Desenvolveu actividade em regime independente desde 1998 e com atelier próprio desde 2001. Fundou com a Arqª Helena Botelho o ”Atelier Helena Botelho Filipe Mónica” em 2007. Dos projectos efectuados ou em elaboração em Lisboa, destacam-se a remodelação de prédio e apartamento no Largo Rafael Bordalo Pinheiro / Chiado (em co-autoria), a remodelação integral de apartamento duplex na Rua dos Sapateiros / Baixa e a remodelação integral com recuperação e construção nova de prédio de habitação na Rua de São Bento, para além de diversas intervenções em interiores (em autoria e co-autoria) nas zonas do Restelo, Praça de Espanha, Necessidades, Telheiras, Avenidas Novas, São Vicente de Fora e Parque das Nações. Dos projectos actualmente em curso destaca-se ainda o projecto para a construção do Convento da Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis em Beja.

Flu reúne Gabriel Ferrandini (bateria), Bruno Parrinha (sax alto, electrónica), Diogo Palma (baixo), e Travassos (tapes, noise). Os FLU procuram uma linguagem meticulosamente preversa com uma herança ligada ao free-jazz e a influências contemporâneas do "noise" electrónico. Tensão, subtileza, força, emoção e explosão são alguns pólos que definem as características deste projecto.

João Favila Menezes (Coimbra, 1966) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1992. Desde 1988 é sócio e Arquitecto Coordenador do Atelier Bugio, em Lisboa. Dos projectos que já desenvolveu destacam-se a ampliação do Hotel do Porto Santo e a Estalagem da Quinta da Casa Branca no Funchal. Participou em várias exposições, entre outras, "Geração 90" (Ordem dos Arquitectos, 2000), “Habitar Portugal 2000-2002” (Ordem dos Arquitectos e Instituto das Artes, 2002) e “Arquitectura e Design de Portugal 19902004” (no edifício da Triennale no Palazzo Dell’Arte Milão, 2004). Participou nas conferências “Escolhas: a jovem criação contemporânea em Lisboa” e “Casas e Cidades para além das novidades” (promovidas pela Ordem dos Arquitectos, respectivamente, em 2000 e 2002) e “o Sitio na Arquitectura” (promovida pelo Instituto Superior Técnico, 2002). Recebeu o prémio anual de recuperação pela Associação Portuguesa Municípios e Centros Históricos pela recuperação e reconversão em restaurante do Forte da Nª Sr.ª da Conceição no Funchal em 1997, e o prémio municipal de Arquitectura da cidade do Funchal em 1998 com o projecto da estalagem da Quinta da Casa Branca. Foi nomeado para o prémio SECIL de Arquitectura e para o prémio MIES VAN DER ROHE de Arquitectura em 2001. Desde 2006, é professor convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Évora.

Jorge Manuel Barbosa Gaspar (Lisboa, 1942) é geógrafo, licenciado pela Universidade de Lisboa em 1965. Em 1968 completou uma Pós-graduação em Análise Regional e Urbana na Universidade de Lund (Suécia), como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Na Universidade de Lisboa concluiu em 1972 o Doutoramento e em 1973 fez a agregação em Geografia Humana. É Professor Catedrático jubilado da Universidade de Lisboa. Desde 1994, foi Professor Catedrático convidado do Instituto Superior Técnico. Planeou e coordenou desde a sua criação, em 1981, o curso de Mestrado em "Geografia Humana e Planeamento Regional e Local", na Universidade de Lisboa. Ao longo do seu vasto percurso, colaborou com o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, onde dirigiu a Linha de Acção "Estudos para o Planeamento Regional e Urbano" (1975-1994) e a Área Científica de Geografia Humana. Fez parte do grupo de trabalho que elaborou, no âmbito da Fundação Europeia da Ciência, o programa RURE (Regional and Urban Restructuring in Europe) e coordenou uma das áreas de estudo do programa (1990/ 1994). Foi ainda Presidente da Comissão Nacional de Geografia, membro do Conselho Geral da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), Presidente do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, entre outros cargos directivos e de coordenação. Doutorado Honoris Causa pela Universidade de León (1995), é membro da Academia Europaea, académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, membro do Center of European Studies, Durham, Reino Unido, e membro de diversas associações nacionais ligadas à Geografia, ao Urbanismo e ao desenvolvimento regional.

Guida Paola Silveira Casella (Lisboa, 1974) é ilustradora cientifica na área da Arqueologia e Divulgação de Património. Licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 2000 e fez o mestrado em Ilustração Arqueológica no Swindon College of Art and Design, Universidade de Bath, Reino Unido (2003/4). É membro da Association of Archaeological Illustrators and Surveyors desde 2001. Desde 1999 tem integrado Equipas de Especialistas e Investigadores na Área do Património Cultural, como Ilustradora de Arqueologia, Museografia e Reconstrução Histórica para fins Educativos. Desta actividade destacam-se as colaborações com o IPA, o IPPAR, o CNANS, o Intituto Arqueológico Alemão. Tem trabalhos publicados na Revista Portuguesa de Arqueologia, Archaeology, Archeologia Viva, BBC – Channel 4, entre outros. Tem leccionado cursos, workshops e palestras sobre Ilustração Arqueológica e Reconstrução Histórica em diversas instituições (Faculdade de Belas Artes de Lisboa, Universidade Autónoma de Lisboa, Ar.Co, Escola Profissional de Arqueologia de Mértola).


Manuel Salgado
(Lisboa, 1944) licenciou-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1968. Foi discípulo do Professor Frederico George. Entre 1972 e 1983 foi director do Departamento de Urbanismo e Director Técnico de uma empresa pública de projectos, em Lisboa. Dirigiu o gabinete de projectos "Risco", desde 1984 até 2007, onde desenvolveu projectos de arquitectura e urbanismo, entre eles, o Centro Cultural de Belém (com Vittorio Gregotti), o projecto dos Espaços Públicos da Expo'98 (1994/97) e do Estádio das Antas (1999/2003), ou ainda, com Nuno Portas, o projecto vencedor do concurso “Farecentro a Romanina” (2005/6). Foi Professor Catedrático Convidado de Projecto do curso de Arquitectura do Instituto Superior Técnico. É vereador da Câmara Municipal de Lisboa, ocupando actualmente o pelouro do Urbanismo e Planeamento Estratégico.

Nuno Bernardino
é DJ e actua regularmente desde 1998. Com o finlandês Jari Marjamaki (aka Zentex) formou a dupla Ballet Mecânico. Foi co-apresentador e autor de dois programas de rádio (Oxigénio e Química FM), é DJ residente no bar A Capela, no Bairro Alto, e tem apresentado os seus sets em vários eventos e espaços nacionais, contando também com algumas actuações no estrangeiro. Enquanto DJ ou em formato live participou nos eventos Finnfest, Maio no Europa, Festival em_Trânsito, Tour de Cologne, Festival Imago, SuperStereo Demostration e Festival Número-Projecta.

Paulo Serôdio (Lisboa, 1970) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa e tem uma Pós-Graduação pelo Instituto Superior Técnico. É desde 2002 docente no Departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa. Trabalhou nos ateliers de arquitectura ARX Portugal Arquitectos e João Santa-Rita Arquitectos, em Portugal, e nos E.U.A. com Asymptote Architecture, em Nova Iorque e Rob Claiborne Architects, em Los Angeles. É desde 2007 sócio do Atelier Orgânica Arquitectura. Foi Fundador, Director e Editor, entre 1999 e 2004, da Revista PROTOTYPO - Arquitectura, Artes Plásticas e Design, referenciada pelo New York Times como uma das mais importantes revistas de arquitectura do mundo, e co-produtor do Seminário de Arquitectura Prototypo – Performing the City, integrado no Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.


Quarteto Zyryab é um quarteto de guitarras formado em 1999 por Luís Roldão, Ricardo Nogueira, Daniel Sousa e Luís Aveiro. O agrupamento adoptou o nome de Zyryab, músico persa nascido em Bagdad em finais do século VII, que viveu na Andaluzia e é considerado o “inventor” da guitarra ao ter adicionado uma quinta corda ao alaúde árabe.


Ricardo Carvalho (Lisboa, 1971) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1995. É docente no Departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa. Crítico de Arquitectura do Jornal Público. Desde Setembro de 2005 é co-director do JA – Jornal Arquitectos. Foi conferencista e/ou professor convidado em diversas universidades e instituições das quais se destacam a Ordem dos Arquitectos, Faculdade de Arquitectura de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Universidade Autónoma de Lisboa, Universidade Eduardo Mondlane em Maputo, Moçambique, Universidade de Évora, Universidade Cottbus, Alemanha, Universidade de Coimbra e na Academia de Mendrisio na Suíça. Desde 1995, trabalha em associação com Joana Vilhena.


Rui Mendes (Lisboa, 1973) é arquitecto pela Universidade Lusíada de Lisboa. Tem escritório em Lisboa com trabalho publicado em diversas revistas de arquitectura. É autor de artigos e ensaios publicados em revistas especializadas, entre eles “Da Bildung ao Grand Tour: a viagem como conhecimento” (JA 227 FÉRIAS. Ordem dos arquitectos 2007) e “Amos Gitai. A descoberta de um cineasta a partir da trilogia documental House”. (Docs.pt 2007). Tem realizado de forma regular Seminários académicos (DA/UAL e DA/ISCTE).


Sei Miguel (Paris, 1961) é trompetista de jazz, arranjador, director e produtor. Depois de viver no Brasil e em França, radicou-se em Portugal nos anos oitenta. O Sei Miguel Unit Core é formado por Sei Miguel no trompete (de bolso), Fala Mariam no trombone alto e César Burago na percussão. Tem dirigido formações com um número variável de músicos e o trio tem por várias vezes ascendido a quarteto, como foi o caso do seu último trabalho “The Tone Gardens” para o qual contou com a participação de Rafael Toral. Discografia: Breaker (Ama Romanta, 1988); Songs Against Love and Terrorism (Ama Romanta, 1989); The Blue Record (Ama Romanta, 1990); The Portuguese Man Of War (1993); Showtime (1996); Token (1999); Still Alive in Bairro Alto (Headlights, 2001); Ra Clock (2002); The Tone Gardens (Creative Sources, 2006).

Whit são Nuno Moita (Gigantiq; Grain of Sound, Ristretto), Miguel Sá (Tra$h Converters, Producers, variz.org), Fernando Fadigas (Tra$h Converters, Producers; variz.org) e Pedro Lopes (Rádio Zero, Riot trio), reunidos num projecto puramente centrado no gira-disquismo (vulgo pratos de vinil).


Yari é Jari Marjamaki, músico, DJ e produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90. Como Zentex, editou já na Traum, Kickboxer, Resopal, Minisketch, Archipel e nas portuguesas Bloop e Plot. Para além de concertos ao vivo (como Zentex) e do trabalho como DJ (como Yari), tem trabalhado nos projectos Deestant Rokers, Monokone, Strip, 3 Wise Man. Animou o programa Ballet Mecânico nas estações de rádio lisboetas Oxigénio e Química.


20080902

Projecto Chão



Os edifícios e terrenos devolutos de Lisboa não só ocupam, como vedam áreas urbanas, subtraindo-as à cidade. Com cada novo espaço devoluto, a Cidade diminui. Porém, estes espaços em transição poderão ser espaços momentaneamente abertos à cidade -- ao seu uso.

O principal objectivo do projecto Chão é criar núcleos efémeros de dinamização que fomentem esse uso e que evidenciem o que se acrescenta e permanece na cidade que muda, quando essa mudança é ditada pela vivência plena e actual do seu espaço.

O projecto Chão consiste na ocupação temporária de edifícios devolutos previstos para demolição ou remodelação.

Os edifícios/espaços são escolhidos de acordo com a sua localização, estado de conservação e interesse arquitectónico. Assegurada a infra-estrutura mínima para o seu funcionamento, cada edifício será temporariamente ocupado por um programa de actividades definido a partir da especificidade do local.

Chão: LX Factory



Foto: "Operários e Patrões" [da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense], Joshua Benoliel, 1910
in Illustração Portugueza.


LX Factory é o nome do projecto que ocupa temporariamente os edifícios e terrenos da antiga Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense. A iniciativa partiu do proprietário do terreno e visa dar uso aos edifícios nele instalados até serem iniciadas as obras para aí previstas e anunciadas como parte do plano de requalificação da zona industrial de Alcântara.
A industrialização de Lisboa no séc. XIX estendeu-se por duas zonas que eram então seus subúrbios: a oriente, a zona de Xabregas ao Poço do Bispo; e a ocidente, a zona de Boavista a Pedrouços. Nesta última, um grande número de fábricas foram instaladas em Alcântara, de onde se destacou o complexo fabril edificado em Santo Amaro pela Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense.
O principal edifício, construído entre 1846-49, foi projectado pelo Arq. João Pires da Fonte e é considerado um exemplo pioneiro da “arquitectura do ferro” em Portugal. O edifício encontra-se neste momento em vias de classificação pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Depois da dissolução da companhia, os edifícios foram vendidos à empresa Portugal e Colónias, que aí instalou uma fábrica de fermento prensado e, em 1961, à tipografia Anuário Comercial. A partir de 1988, o espaço foi ocupado pela Gráfica Mirandela, responsável até recentemente pela impressão dos principais periódicos da capital.





PROGRAMA
:


Para o espaço da LX Factory o projecto Chão propõe um conjunto de actividades centradas na história dos seus edifícios e nos temas da reabilitação urbana e da industrialização.

1. Berlin Babylon, um filme realizado por Hubertus Siegert (Alemanha, 2001, 88 min. cor/pb), abre a primeira noite. O filme documenta as intervenções urbanísticas e arquitectónicas levadas a cabo no centro da cidade de Berlim entre 1996 e 2001. Berlin Babylon mostra-nos o processo político por detrás desta transformação, tal como o papel que nela tiveram arquitectos como Norman Foster, Rem Koolhaas, Renzo Piano e Ieoh Ming Pe.




A banda sonora original do filme é da autoria do mítico grupo do “rock industrial” alemão dos anos 80 Einstürtzende Neubauten, e dará o mote a um DJ set de Nuno Bernardino e ao programa de concertos e performances previstos para as duas noites seguintes.

A seguir ao filme convidar-se-á o público presente a participar numa Ronda Nocturna pelo terreno da LX Factory, para a qual serão munidos de um roteiro do local realizado no âmbito do projecto.


2. Sob o título de Música industrial portuguesa, a segunda noite contará com uma aula aberta dedicada a este tema, em tom de conversa, a cargo de José António Moura (Flur) e Isilda Sanches (Rádio Oxigénio), com os convidados Fernando Cerqueira (This.co), Miguel Sá (variz.org) e Carlos Matos (Alquimia). A sessão incluirá um DJ set com cassetes vintage por M.Sá e Major, assim como, uma pequena exposição de memorabilia dos anos 80/90.

Segue-se um concerto do colectivo português Osso Exótico, com André Maranha, David Maranha e Patrícia Machás, na sua formação actual.




3. A última noite do evento, intitulada Oficina Nova, traz-nos o trabalho recente de artistas nacionais e estrangeiros das áreas da música electrónica e vídeo. A apresentação conjunta dos vários projectos é inspirada em processos industriais como a produção em série e a linha de montagem.
Integram esta oficina os projectos “DEBRIS”, “LINHA DE MONTAGEM”, “Commercials Unauthorized” e Zentex.

DEBRIS” – Found objects, Field recordings, Tapes. Travassos, João Silva, Carlos Santos e Emídio Buchinho (ver bios). Quatro músicos/ performers/ manipuladores munidos com microfones e gravadores, constroem em tempo real uma peça difundida em directo, através da exploração sonora do espaço e manipulação de objectos recolhidos no local.


Foto: João Silva


LINHA DE MONTAGEM”: 18 músicos da electrónica residentes em Portugal foram convidados a conectar os seus laptops entre si e a reprocessar em cadeia uma captação sonora feita in loco, num momento inédito de improvisação.

UNAUTHORIZED COMMERCIALS” (anúncios não autorizados) são filmes publicitários para marcas conhecidas produzidos sem encomenda pela dupla alemã Graw Böckler (Raum für Projektion) (ver bios) e apresentados em parceria com o músico Popnoname (Firm/ Kompakt) (ver bio), a nova aposta da música electrónica com origem em Colónia, que fará a sua estreia em Lisboa. Unauthorized Commercials é uma reflexão artística sobre o filme promocional. Ao contrário dos anúncios comuns em que os produtos são mostrados sem a sujidade do uso, os produtos de marca são aqui apresentados na sua rotina diária.

Zentex, identidade criativa de Jari Marjamaki, produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90, fechará a noite com uma actuação ao vivo.



CALENDÁRIO:


Dia 18 22h projecção do filme Berlin Babylon realizado em 2001 por Hubertus Siegert, com banda sonora original pelo grupo alemão Einstürtzende Neubauten Ronda Nocturna pelo terreno da LX Factory DJ set por Nuno Bernardino




Dia 19 21h Música industrial portuguesa – aula aberta por José António Moura, Isilda Sanches e os convidados Fernando Cerqueira, Miguel Sá e Carlos Matos; DJ set (k7) de M.Sá e Major; memorabilia dos anos 80 concerto por Osso Exótico




Dia 20 22h Oficina Nova – DEBRIS concerto/performance por Travassos, João Silva, Carlos Santos e Emídio Buchinho “LINHA DE MONTAGEM”: experiência inédita de improvisação com cerca de duas dezenas de músicos da cena electrónica em Portugal Graw Böckler + Popnoname “Unauthorized Commercials” concerto e projecção vídeo em dois canais concerto de Zentex




Morada: Rua Rodrigues Faria, 103, Alcântara (ao Calvário)
Autocarros: 15 E, 60, 714, 720, 732, 738, 742
Bilhetes: dia 18 - entrada livre / dia 19 e dia 20 - 7 euros / passe dois dias - 10 euros
Apoios: LX Factory, Goethe Institut Lissabon - Instituto Alemão, Rádio Oxigénio
Agradecimentos: Museu do Chiado


Foto: Susana Ribeiro Martins


BIOGRAFIAS:


Nuno Bernardino
é DJ e actua regularmente desde 1998. Com o finlandês Jari Marjamaki (aka Zentex) formou a dupla Ballet Mecânico. Foi co-apresentador e autor de dois programas de rádio (Oxigénio e Química FM), é DJ residente no bar A Capela, no Bairro Alto, e tem apresentado os seus sets em vários eventos e espaços nacionais, contando também com algumas actuações no estrangeiro. Enquanto dj ou em formato live participou nos eventos Finnfest, Maio no Europa, Festival em_Trânsito, Tour de Cologne, Festival Imago, Super Stereo e Festival Número.

http://www.myspace.com/nunofbernardino
http://www.myspace.com/balletmecanico


José António Moura começou por fazer rádio em 1987 (Rádio Universidade Tejo em 1988), nos anos seguintes realizou vários programas com ênfase em música electrónica/industrial, envolvendo-se na fértil rede de contactos e divulgação que despontava na época. Colaborador dos jornais LP e Blitz entre 1988 e 1994, revista Número em 2000-2001 e várias outras publicações desde então. Elemento de Major Eléctrico desde 1999, projecto com o qual elaborou a programação de música para o festival Atlântico (ZDB) em 1999 e actuou no festival Sónar (Barcelona) no ano 2000. Gravou dois mini-álbuns como Discmen em 1999, explorando o acidente sonoro em CDs corrompidos. DJ desde 1994 (espaço FAUL, ao Bairro Alto). Co-fundador da loja de discos Flur (Lisboa) em 2001. Membro honorário dos Loosers em 2006. Co-criador e DJ nas noites Zonk (ZDB, com Photonz e Javenger Dourado + convidados) em 2008.

http://www.flur.pt
http://www.majorelectrico.net (arquivo)
http://www.majorelectrico.blogspot.com
http://www.principeprincipe.blogspot.com
http://www.myspace.com/tamborzonk


Isilda Sanches é jornalista e animadora de Rádio. Começou por escrever sobre música no extinto jornal A Capital, no final dos anos 80 e desde então passou pelo Blitz, Se7e, Já e Independente. Actualmente é colaboradora do Diário de Noticias. Paralelamente ao jornalismo musical, desenvolveu também uma carreira radiofónica que começou em 1994 na XFM e passou pelas Rádios Voxx e Marginal. É coordenadora e animadora da Rádio Oxigénio desde o início do projecto, no final de 1999.


Fernando Cerqueira está envolvido desde os anos 80 em actividades artisticas/culturais tais como SPH (editora de música experimental/electrónica), LIGOTAGE (livraria de contracultura), BOOK&SHOP (livraria e galeria de arte), THISCO (editora de música electrónica/experimental), editor das colectâneas literárias ANTIBOTHIS.

http://www.antibothis.com


Carlos Matos é promotor, crítico de música e mentor de BROTO VERBO, um projecto artístico multidisciplinar, onde a poesia tem papel preponderante. Entre 1989 e 1994 co-liderou os Ode Filípica, uma das bandas mais irreverentes da, então, pouco mais que imberbe, cena industrial/electrónica/experimental portuguesa. Escreve em revistas, blogs e jornais (assinou artigos semanais durante 14 anos no Jornal de Leiria). Entre Outubro de 1994 e Abril de 2008 realizou e apresentou na rádio Central Fm o programa UNIDADE 304. De momento prepara a sua rentrée com ESPELHO MEU, a emitir na 94FM. É dj (SUPER FURY DJ) e responsável pelas UNKNOWN PLEASURE NIGHTS no Beat Club, em Leiria. É produtor e RP do FESTIVAL FADE IN, organizado pela FADE IN – Associação de Acção Cultural, da qual é presidente.

http://www.fadeinfestival.com
http://www.myspace.com/fadeinfestival
http://www.myspace.com/brotoverbomusic
http://www.myspace.com/superfurydjs
http://www.carl0smat0s.blogspot.com


Miguel Sá é artista multidisciplinar. Foi co-fundador do colectivo de música electrónica Zzzzzzzzzzzzzzzzzp! (1991-2002), com o qual editou os álbuns "Ficta 003" (Ananana) e "Fb56"(Fal.sh) e participou em diversas compilações e eventos nacionais e internacionais. Com Fernando Fadigas formou a dupla DJ Tra$h Converters e o projecto musical Producers, que editou o álbum "7/10" (Fundação Calouste Gulbenkian). Em 2004 integrou o Lumpen Trio. É Actualmente membro dos colectivos Whit, Serendip e A Parte Maldita. Em paralelo à sua actividade de músico fundou em 1990, com Paulo Vinhas e Jorge Pereira, a loja de discos e promotora de eventos Matéria Prima, e em 2001 a editora/produtora Variz. Foi programador e co-produtor dos festivais SuperStereo Demonstration (ZDB - 2002; Castelo de Linhares da Beira - 2005) e Número-Projecta (Cinema S. Jorge – 2006, 2007). Actualmente está envolvido como artista, produtor e programador no evento anual VilaTone - Vilamoura Mixed Media & Music Festival (Museu Arqueológico do Cerro da Vila).

http://www.variz.org


Osso Exótico é o nome do colectivo português criado em 1989, que conta na sua formação actual com André Maranha, David Maranha e Patrícia Machás. Da sua discografia extensa, em editoras como Ananana (Portugal), Staalplaat (Holanda/ EUA), Sonoris (França), Rossbin (Itália), Drone Records (Alemanha), Namskeio (Suíça), Phonomena (EUA), e Crouton (EUA), destacam-se os dois últimos trabalhos realizados em colaboração com Verres Enharmoniques “folk cycles” (2006), e Z’EV “s/t” (2007).

http://ossoexotico.planetaclix.pt
http://www.myspace.com/ossoexotico


Travassos é o pseudónimo usado por Jorge Trindade nas suas incursões na música improvisada e experimental. Designer com especialização em design sustentável além de artista sonoro, focou a sua exploração na reciclagem/ reutilização de objectos aparentemente obsoletos enquanto fontes sonoras de criação musical. Colaborou com Rafael Toral, Sei Miguel, Nuno Rebelo, Ernesto Rodrigues, Heddy Boubaker, Patrick Brennan, e Adriana Sá, entre outros.

http://www.travassos.podomatic.com/


João Silva trabalha como produtor e curador de exposições e eventos culturais. Colaborou em diversos projectos no campo da exploração e experimentação sonora desde finais dos anos 80, usando principalmente gravações de campo, guitarra, objectos e, mais recentemente, o computador. Criou sonoridades para performance, instalação, exposições, vídeo e teatro. Colaborou e actuou ao vivo com Paulo Neves, Pedro Roxo, Miguel Antunes, Paulo Matos, João Matos, Igor Gagarini, Variable Geometry Orquestra, Etsuko Kimura, entre outros. Criou e manipulou ao vivo em espectáculos multimédia de Nagua Qui-ntet, Jack Grande Fêmea, Carlos Zíngaro, entre outros.

http://www.myspace.com/joaomsilva


Carlos Santos estudou pintura com António Sena, trabalha como designer gráfico, e é um dos fundadores da associação de arte experimental Granular. Interessado em tecnologia de gravação sonora e em manipulação digital, desenvolveu prática em situações de estúdio e transportou essa ideia para o trabalho ao vivo. Usa o computador portátil, microfones, piezos e software construído por si em MAX/MSP. As suas principais áreas de trabalho musical são: composição com gravações de campo, improvisação electroacústica, processamento digital ao vivo ou peças audiovisuais em formato instalatório. A sua discografia compreende cerca de 10 títulos.

http://www.myspace.com/carlosmsantos


Emídio Buchinho aprendeu a tocar guitarra e estudou música como autodidacta. Frequentou os cursos de Guitarra Clássica e Formação Musical em Portugal e França. Foi membro dos corais Luísa Todi e de Château-Thierry. Em 1991 terminou o Curso de Cinema, com especialização em Técnicas de Som, na ESTC. Trabalha regularmente em composição, execução e produção de música, design, montagem e operação de som para filme, documentário, teatro, dança, instalação, inter-media e publicidade televisiva, em Portugal, Espanha, França e Reino Unido. É coordenador da Área de Som e Música da ETIC.

http://www.myspace.com/emidiobuchinho


Graw Böckler são Ursula Böckler e Georg Graw. Residem em Colónia e trabalham com filme, vídeo e fotografia. Em 2001 fundaram o projecto Raum für Projektion, simultaneamente um espaço de projecção temporário e uma editora de DVDs. Projectos mais recentes são “Commercials for a Concept” e “Loop Pool”, já na sua 3ª edição, ambos feitos em parceria com o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Oberhausen.

http://www.grawboeckler.de
http://www.raumfuerprojektion.de


Popnoname é Jens Uwe Bayer, artista residente em Colónia e representante da nova geração da electrónica com origem nesta cidade alemã. Com trabalhos lançados pelas editoras Firm e Kompakt, a sua música é caracterizada como pop electrónica e sobre o seu mais recente título, “White Álbum”, foi dito que contém “melodias explosivas que qualquer projecto mainstream invejaria...” (DJ MAG/UK) ou que “a música pop nunca soou tão inquietante como soa aqui..”(The WIRE/UK).

Zentex é Jari Marjamaki, produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90. Editou já na Traum, Kickboxer, Resopal, Minisketch, Archipel e nas portuguesas Bloop e Plot. Para além de concertos ao vivo como Zentex, é também dj (Yari) e tem trabalhado nos projectos Deestant Rokers, Monokone, Strip, 3 Wise Man. Tem animado o programa Ballet Mecânico nas estações de rádio lisboetas Oxigénio e Química.