
Foto: "Operários e Patrões" [da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense], Joshua Benoliel, 1910 in Illustração Portugueza.
LX Factory é o nome do projecto que ocupa temporariamente os edifícios e terrenos da antiga Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense. A iniciativa partiu do proprietário do terreno e visa dar uso aos edifícios nele instalados até serem iniciadas as obras para aí previstas e anunciadas como parte do plano de requalificação da zona industrial de Alcântara.
A industrialização de Lisboa no séc. XIX estendeu-se por duas zonas que eram então seus subúrbios: a oriente, a zona de Xabregas ao Poço do Bispo; e a ocidente, a zona de Boavista a Pedrouços. Nesta última, um grande número de fábricas foram instaladas em Alcântara, de onde se destacou o complexo fabril edificado em Santo Amaro pela Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense.
O principal edifício, construído entre 1846-49, foi projectado pelo Arq. João Pires da Fonte e é considerado um exemplo pioneiro da “arquitectura do ferro” em Portugal. O edifício encontra-se neste momento em vias de classificação pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Depois da dissolução da companhia, os edifícios foram vendidos à empresa Portugal e Colónias, que aí instalou uma fábrica de fermento prensado e, em 1961, à tipografia Anuário Comercial. A partir de 1988, o espaço foi ocupado pela Gráfica Mirandela, responsável até recentemente pela impressão dos principais periódicos da capital.

PROGRAMA:
Para o espaço da LX Factory o projecto Chão propõe um conjunto de actividades centradas na história dos seus edifícios e nos temas da reabilitação urbana e da industrialização.
1. Berlin Babylon, um filme realizado por Hubertus Siegert (Alemanha, 2001, 88 min. cor/pb), abre a primeira noite. O filme documenta as intervenções urbanísticas e arquitectónicas levadas a cabo no centro da cidade de Berlim entre 1996 e 2001. Berlin Babylon mostra-nos o processo político por detrás desta transformação, tal como o papel que nela tiveram arquitectos como Norman Foster, Rem Koolhaas, Renzo Piano e Ieoh Ming Pe.


A banda sonora original do filme é da autoria do mítico grupo do “rock industrial” alemão dos anos 80 Einstürtzende Neubauten, e dará o mote a um DJ set de Nuno Bernardino e ao programa de concertos e performances previstos para as duas noites seguintes.
A seguir ao filme convidar-se-á o público presente a participar numa Ronda Nocturna pelo terreno da LX Factory, para a qual serão munidos de um roteiro do local realizado no âmbito do projecto.
2. Sob o título de Música industrial portuguesa, a segunda noite contará com uma aula aberta dedicada a este tema, em tom de conversa, a cargo de José António Moura (Flur) e Isilda Sanches (Rádio Oxigénio), com os convidados Fernando Cerqueira (This.co), Miguel Sá (variz.org) e Carlos Matos (Alquimia). A sessão incluirá um DJ set com cassetes vintage por M.Sá e Major, assim como, uma pequena exposição de memorabilia dos anos 80/90.
Segue-se um concerto do colectivo português Osso Exótico, com André Maranha, David Maranha e Patrícia Machás, na sua formação actual.
3. A última noite do evento, intitulada Oficina Nova, traz-nos o trabalho recente de artistas nacionais e estrangeiros das áreas da música electrónica e vídeo. A apresentação conjunta dos vários projectos é inspirada em processos industriais como a produção em série e a linha de montagem.
Integram esta oficina os projectos “DEBRIS”, “LINHA DE MONTAGEM”, “Commercials Unauthorized” e Zentex.
“DEBRIS” – Found objects, Field recordings, Tapes. Travassos, João Silva, Carlos Santos e Emídio Buchinho (ver bios). Quatro músicos/ performers/ manipuladores munidos com microfones e gravadores, constroem em tempo real uma peça difundida em directo, através da exploração sonora do espaço e manipulação de objectos recolhidos no local.

Foto: João Silva

Foto: João Silva
“LINHA DE MONTAGEM”: 18 músicos da electrónica residentes em Portugal foram convidados a conectar os seus laptops entre si e a reprocessar em cadeia uma captação sonora feita in loco, num momento inédito de improvisação.
Zentex, identidade criativa de Jari Marjamaki, produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90, fechará a noite com uma actuação ao vivo.
CALENDÁRIO:
Dia 18 22h projecção do filme Berlin Babylon realizado em 2001 por Hubertus Siegert, com banda sonora original pelo grupo alemão Einstürtzende Neubauten Ronda Nocturna pelo terreno da LX Factory DJ set por Nuno Bernardino
Dia 19 21h Música industrial portuguesa – aula aberta por José António Moura, Isilda Sanches e os convidados Fernando Cerqueira, Miguel Sá e Carlos Matos; DJ set (k7) de M.Sá e Major; memorabilia dos anos 80 concerto por Osso Exótico
Dia 20 22h Oficina Nova – DEBRIS concerto/performance por Travassos, João Silva, Carlos Santos e Emídio Buchinho “LINHA DE MONTAGEM”: experiência inédita de improvisação com cerca de duas dezenas de músicos da cena electrónica em Portugal Graw Böckler + Popnoname “Unauthorized Commercials” concerto e projecção vídeo em dois canais concerto de Zentex
Morada: Rua Rodrigues Faria, 103, Alcântara (ao Calvário)
CALENDÁRIO:
Dia 18 22h projecção do filme Berlin Babylon realizado em 2001 por Hubertus Siegert, com banda sonora original pelo grupo alemão Einstürtzende Neubauten Ronda Nocturna pelo terreno da LX Factory DJ set por Nuno Bernardino
Dia 19 21h Música industrial portuguesa – aula aberta por José António Moura, Isilda Sanches e os convidados Fernando Cerqueira, Miguel Sá e Carlos Matos; DJ set (k7) de M.Sá e Major; memorabilia dos anos 80 concerto por Osso Exótico
Dia 20 22h Oficina Nova – DEBRIS concerto/performance por Travassos, João Silva, Carlos Santos e Emídio Buchinho “LINHA DE MONTAGEM”: experiência inédita de improvisação com cerca de duas dezenas de músicos da cena electrónica em Portugal Graw Böckler + Popnoname “Unauthorized Commercials” concerto e projecção vídeo em dois canais concerto de Zentex
Morada: Rua Rodrigues Faria, 103, Alcântara (ao Calvário)
Autocarros: 15 E, 60, 714, 720, 732, 738, 742
Bilhetes: dia 18 - entrada livre / dia 19 e dia 20 - 7 euros / passe dois dias - 10 euros
Contacto: projecto.chao@gmail.com
Apoios: LX Factory, Goethe Institut Lissabon - Instituto Alemão, Rádio Oxigénio
Agradecimentos: Museu do Chiado
Foto: Susana Ribeiro Martins
BIOGRAFIAS:
Nuno Bernardino é DJ e actua regularmente desde 1998. Com o finlandês Jari Marjamaki (aka Zentex) formou a dupla Ballet Mecânico. Foi co-apresentador e autor de dois programas de rádio (Oxigénio e Química FM), é DJ residente no bar A Capela, no Bairro Alto, e tem apresentado os seus sets em vários eventos e espaços nacionais, contando também com algumas actuações no estrangeiro. Enquanto dj ou em formato live participou nos eventos Finnfest, Maio no Europa, Festival em_Trânsito, Tour de Cologne, Festival Imago, Super Stereo e Festival Número.
http://www.myspace.com/nunofbernardino
http://www.myspace.com/balletmecanico
José António Moura começou por fazer rádio em 1987 (Rádio Universidade Tejo em 1988), nos anos seguintes realizou vários programas com ênfase em música electrónica/industrial, envolvendo-se na fértil rede de contactos e divulgação que despontava na época. Colaborador dos jornais LP e Blitz entre 1988 e 1994, revista Número em 2000-2001 e várias outras publicações desde então. Elemento de Major Eléctrico desde 1999, projecto com o qual elaborou a programação de música para o festival Atlântico (ZDB) em 1999 e actuou no festival Sónar (Barcelona) no ano 2000. Gravou dois mini-álbuns como Discmen em 1999, explorando o acidente sonoro em CDs corrompidos. DJ desde 1994 (espaço FAUL, ao Bairro Alto). Co-fundador da loja de discos Flur (Lisboa) em 2001. Membro honorário dos Loosers em 2006. Co-criador e DJ nas noites Zonk (ZDB, com Photonz e Javenger Dourado + convidados) em 2008.
http://www.flur.pt
http://www.majorelectrico.net (arquivo)
http://www.majorelectrico.blogspot.com
http://www.principeprincipe.blogspot.com
http://www.myspace.com/tamborzonk
BIOGRAFIAS:
Nuno Bernardino é DJ e actua regularmente desde 1998. Com o finlandês Jari Marjamaki (aka Zentex) formou a dupla Ballet Mecânico. Foi co-apresentador e autor de dois programas de rádio (Oxigénio e Química FM), é DJ residente no bar A Capela, no Bairro Alto, e tem apresentado os seus sets em vários eventos e espaços nacionais, contando também com algumas actuações no estrangeiro. Enquanto dj ou em formato live participou nos eventos Finnfest, Maio no Europa, Festival em_Trânsito, Tour de Cologne, Festival Imago, Super Stereo e Festival Número.
http://www.myspace.com/nunofbernardino
http://www.myspace.com/balletmecanico
José António Moura começou por fazer rádio em 1987 (Rádio Universidade Tejo em 1988), nos anos seguintes realizou vários programas com ênfase em música electrónica/industrial, envolvendo-se na fértil rede de contactos e divulgação que despontava na época. Colaborador dos jornais LP e Blitz entre 1988 e 1994, revista Número em 2000-2001 e várias outras publicações desde então. Elemento de Major Eléctrico desde 1999, projecto com o qual elaborou a programação de música para o festival Atlântico (ZDB) em 1999 e actuou no festival Sónar (Barcelona) no ano 2000. Gravou dois mini-álbuns como Discmen em 1999, explorando o acidente sonoro em CDs corrompidos. DJ desde 1994 (espaço FAUL, ao Bairro Alto). Co-fundador da loja de discos Flur (Lisboa) em 2001. Membro honorário dos Loosers em 2006. Co-criador e DJ nas noites Zonk (ZDB, com Photonz e Javenger Dourado + convidados) em 2008.
http://www.flur.pt
http://www.majorelectrico.net (arquivo)
http://www.majorelectrico.blogspot.com
http://www.principeprincipe.blogspot.com
http://www.myspace.com/tamborzonk
Isilda Sanches é jornalista e animadora de Rádio. Começou por escrever sobre música no extinto jornal A Capital, no final dos anos 80 e desde então passou pelo Blitz, Se7e, Já e Independente. Actualmente é colaboradora do Diário de Noticias. Paralelamente ao jornalismo musical, desenvolveu também uma carreira radiofónica que começou em 1994 na XFM e passou pelas Rádios Voxx e Marginal. É coordenadora e animadora da Rádio Oxigénio desde o início do projecto, no final de 1999.
Fernando Cerqueira está envolvido desde os anos 80 em actividades artisticas/culturais tais como SPH (editora de música experimental/electrónica), LIGOTAGE (livraria de contracultura), BOOK&SHOP (livraria e galeria de arte), THISCO (editora de música electrónica/experimental), editor das colectâneas literárias ANTIBOTHIS.
http://www.antibothis.com
Carlos Matos é promotor, crítico de música e mentor de BROTO VERBO, um projecto artístico multidisciplinar, onde a poesia tem papel preponderante. Entre 1989 e 1994 co-liderou os Ode Filípica, uma das bandas mais irreverentes da, então, pouco mais que imberbe, cena industrial/electrónica/experimental portuguesa. Escreve em revistas, blogs e jornais (assinou artigos semanais durante 14 anos no Jornal de Leiria). Entre Outubro de 1994 e Abril de 2008 realizou e apresentou na rádio Central Fm o programa UNIDADE 304. De momento prepara a sua rentrée com ESPELHO MEU, a emitir na 94FM. É dj (SUPER FURY DJ) e responsável pelas UNKNOWN PLEASURE NIGHTS no Beat Club, em Leiria. É produtor e RP do FESTIVAL FADE IN, organizado pela FADE IN – Associação de Acção Cultural, da qual é presidente.
http://www.fadeinfestival.com
http://www.myspace.com/fadeinfestival
http://www.myspace.com/brotoverbomusic
http://www.myspace.com/superfurydjs
http://www.carl0smat0s.blogspot.com
Miguel Sá é artista multidisciplinar. Foi co-fundador do colectivo de música electrónica Zzzzzzzzzzzzzzzzzp! (1991-2002), com o qual editou os álbuns "Ficta 003" (Ananana) e "Fb56"(Fal.sh) e participou em diversas compilações e eventos nacionais e internacionais. Com Fernando Fadigas formou a dupla DJ Tra$h Converters e o projecto musical Producers, que editou o álbum "7/10" (Fundação Calouste Gulbenkian). Em 2004 integrou o Lumpen Trio. É Actualmente membro dos colectivos Whit, Serendip e A Parte Maldita. Em paralelo à sua actividade de músico fundou em 1990, com Paulo Vinhas e Jorge Pereira, a loja de discos e promotora de eventos Matéria Prima, e em 2001 a editora/produtora Variz. Foi programador e co-produtor dos festivais SuperStereo Demonstration (ZDB - 2002; Castelo de Linhares da Beira - 2005) e Número-Projecta (Cinema S. Jorge – 2006, 2007). Actualmente está envolvido como artista, produtor e programador no evento anual VilaTone - Vilamoura Mixed Media & Music Festival (Museu Arqueológico do Cerro da Vila).
http://www.variz.org
Osso Exótico é o nome do colectivo português criado em 1989, que conta na sua formação actual com André Maranha, David Maranha e Patrícia Machás. Da sua discografia extensa, em editoras como Ananana (Portugal), Staalplaat (Holanda/ EUA), Sonoris (França), Rossbin (Itália), Drone Records (Alemanha), Namskeio (Suíça), Phonomena (EUA), e Crouton (EUA), destacam-se os dois últimos trabalhos realizados em colaboração com Verres Enharmoniques “folk cycles” (2006), e Z’EV “s/t” (2007).
http://ossoexotico.planetaclix.pt
http://www.myspace.com/ossoexotico
Travassos é o pseudónimo usado por Jorge Trindade nas suas incursões na música improvisada e experimental. Designer com especialização em design sustentável além de artista sonoro, focou a sua exploração na reciclagem/ reutilização de objectos aparentemente obsoletos enquanto fontes sonoras de criação musical. Colaborou com Rafael Toral, Sei Miguel, Nuno Rebelo, Ernesto Rodrigues, Heddy Boubaker, Patrick Brennan, e Adriana Sá, entre outros.
http://www.travassos.podomatic.com/
João Silva trabalha como produtor e curador de exposições e eventos culturais. Colaborou em diversos projectos no campo da exploração e experimentação sonora desde finais dos anos 80, usando principalmente gravações de campo, guitarra, objectos e, mais recentemente, o computador. Criou sonoridades para performance, instalação, exposições, vídeo e teatro. Colaborou e actuou ao vivo com Paulo Neves, Pedro Roxo, Miguel Antunes, Paulo Matos, João Matos, Igor Gagarini, Variable Geometry Orquestra, Etsuko Kimura, entre outros. Criou e manipulou ao vivo em espectáculos multimédia de Nagua Qui-ntet, Jack Grande Fêmea, Carlos Zíngaro, entre outros.
http://www.myspace.com/joaomsilva
Carlos Santos estudou pintura com António Sena, trabalha como designer gráfico, e é um dos fundadores da associação de arte experimental Granular. Interessado em tecnologia de gravação sonora e em manipulação digital, desenvolveu prática em situações de estúdio e transportou essa ideia para o trabalho ao vivo. Usa o computador portátil, microfones, piezos e software construído por si em MAX/MSP. As suas principais áreas de trabalho musical são: composição com gravações de campo, improvisação electroacústica, processamento digital ao vivo ou peças audiovisuais em formato instalatório. A sua discografia compreende cerca de 10 títulos.
http://www.myspace.com/carlosmsantos
Emídio Buchinho aprendeu a tocar guitarra e estudou música como autodidacta. Frequentou os cursos de Guitarra Clássica e Formação Musical em Portugal e França. Foi membro dos corais Luísa Todi e de Château-Thierry. Em 1991 terminou o Curso de Cinema, com especialização em Técnicas de Som, na ESTC. Trabalha regularmente em composição, execução e produção de música, design, montagem e operação de som para filme, documentário, teatro, dança, instalação, inter-media e publicidade televisiva, em Portugal, Espanha, França e Reino Unido. É coordenador da Área de Som e Música da ETIC.
http://www.myspace.com/emidiobuchinho
Graw Böckler são Ursula Böckler e Georg Graw. Residem em Colónia e trabalham com filme, vídeo e fotografia. Em 2001 fundaram o projecto Raum für Projektion, simultaneamente um espaço de projecção temporário e uma editora de DVDs. Projectos mais recentes são “Commercials for a Concept” e “Loop Pool”, já na sua 3ª edição, ambos feitos em parceria com o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Oberhausen.
http://www.grawboeckler.de
http://www.raumfuerprojektion.de
Osso Exótico é o nome do colectivo português criado em 1989, que conta na sua formação actual com André Maranha, David Maranha e Patrícia Machás. Da sua discografia extensa, em editoras como Ananana (Portugal), Staalplaat (Holanda/ EUA), Sonoris (França), Rossbin (Itália), Drone Records (Alemanha), Namskeio (Suíça), Phonomena (EUA), e Crouton (EUA), destacam-se os dois últimos trabalhos realizados em colaboração com Verres Enharmoniques “folk cycles” (2006), e Z’EV “s/t” (2007).
http://ossoexotico.planetaclix.pt
http://www.myspace.com/ossoexotico
Travassos é o pseudónimo usado por Jorge Trindade nas suas incursões na música improvisada e experimental. Designer com especialização em design sustentável além de artista sonoro, focou a sua exploração na reciclagem/ reutilização de objectos aparentemente obsoletos enquanto fontes sonoras de criação musical. Colaborou com Rafael Toral, Sei Miguel, Nuno Rebelo, Ernesto Rodrigues, Heddy Boubaker, Patrick Brennan, e Adriana Sá, entre outros.
http://www.travassos.podomatic.com/
João Silva trabalha como produtor e curador de exposições e eventos culturais. Colaborou em diversos projectos no campo da exploração e experimentação sonora desde finais dos anos 80, usando principalmente gravações de campo, guitarra, objectos e, mais recentemente, o computador. Criou sonoridades para performance, instalação, exposições, vídeo e teatro. Colaborou e actuou ao vivo com Paulo Neves, Pedro Roxo, Miguel Antunes, Paulo Matos, João Matos, Igor Gagarini, Variable Geometry Orquestra, Etsuko Kimura, entre outros. Criou e manipulou ao vivo em espectáculos multimédia de Nagua Qui-ntet, Jack Grande Fêmea, Carlos Zíngaro, entre outros.
http://www.myspace.com/joaomsilva
Carlos Santos estudou pintura com António Sena, trabalha como designer gráfico, e é um dos fundadores da associação de arte experimental Granular. Interessado em tecnologia de gravação sonora e em manipulação digital, desenvolveu prática em situações de estúdio e transportou essa ideia para o trabalho ao vivo. Usa o computador portátil, microfones, piezos e software construído por si em MAX/MSP. As suas principais áreas de trabalho musical são: composição com gravações de campo, improvisação electroacústica, processamento digital ao vivo ou peças audiovisuais em formato instalatório. A sua discografia compreende cerca de 10 títulos.
http://www.myspace.com/carlosmsantos
Emídio Buchinho aprendeu a tocar guitarra e estudou música como autodidacta. Frequentou os cursos de Guitarra Clássica e Formação Musical em Portugal e França. Foi membro dos corais Luísa Todi e de Château-Thierry. Em 1991 terminou o Curso de Cinema, com especialização em Técnicas de Som, na ESTC. Trabalha regularmente em composição, execução e produção de música, design, montagem e operação de som para filme, documentário, teatro, dança, instalação, inter-media e publicidade televisiva, em Portugal, Espanha, França e Reino Unido. É coordenador da Área de Som e Música da ETIC.
http://www.myspace.com/emidiobuchinho
Graw Böckler são Ursula Böckler e Georg Graw. Residem em Colónia e trabalham com filme, vídeo e fotografia. Em 2001 fundaram o projecto Raum für Projektion, simultaneamente um espaço de projecção temporário e uma editora de DVDs. Projectos mais recentes são “Commercials for a Concept” e “Loop Pool”, já na sua 3ª edição, ambos feitos em parceria com o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Oberhausen.
http://www.grawboeckler.de
http://www.raumfuerprojektion.de
Popnoname é Jens Uwe Bayer, artista residente em Colónia e representante da nova geração da electrónica com origem nesta cidade alemã. Com trabalhos lançados pelas editoras Firm e Kompakt, a sua música é caracterizada como pop electrónica e sobre o seu mais recente título, “White Álbum”, foi dito que contém “melodias explosivas que qualquer projecto mainstream invejaria...” (DJ MAG/UK) ou que “a música pop nunca soou tão inquietante como soa aqui..”(The WIRE/UK).
Zentex é Jari Marjamaki, produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90. Editou já na Traum, Kickboxer, Resopal, Minisketch, Archipel e nas portuguesas Bloop e Plot. Para além de concertos ao vivo como Zentex, é também dj (Yari) e tem trabalhado nos projectos Deestant Rokers, Monokone, Strip, 3 Wise Man. Tem animado o programa Ballet Mecânico nas estações de rádio lisboetas Oxigénio e Química.


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