20090115

Chão: Rua da Trindade, 18



1 a 7 de Fevereiro 2009

O edifício situado na Rua da Trindade nº18, ao Largo do Carmo, ocupa uma pequena parcela do terreno outrora pertencente ao Convento da Trindade, cuja construção teve início em 1289. As obras foram concluídas em 1325, mas a partir de 1569 o convento e a igreja sofreram sucessivas obras de reconstrução em consequência de vários desmoronamentos e incêndios, que culminaram no terramoto de 1755 e no incêndio que se seguiu. A catástrofe destruiu totalmente o conjunto de edifícios, que foram reconstruídos até 1788 no âmbito do plano de reconstrução de Lisboa.

Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, o convento passa a pertencer ao Estado que aí planeia instalar o Tribunal de Prefeitura da Província da Estremadura. O plano não é cumprido e os edifícios e terrenos são loteados e vendidos a particulares. O edifício correspondente ao actual nº18 da Rua da Trindade, terá sido construído durante o século XIX, embora para já só tenha sido possível recolher informação precisa acerca da utilização do recinto a partir do início do século XX.
Nas décadas de 1930 e 1940, o edifício terá servido de oficina à "Reparadora Electro-mecânica D. Moura", e em 1969, há registo de nele estar instalada a oficina metalúrgica de "D. Moura, Sucessores, Lda".
Em 1979, um projecto de alterações entregue na CML, previa, entre outras intervenções, a construção do actual piso em betão. O projecto era então proposto pela FRINIL – Frio Naval e Industrial, S.A.R.L., empresa fundada em 1971 e especializada em refrigeração e ar-condicionado, que entretanto aí instalou os seus serviços técnicos.
O edifício era no entanto propriedade da ENI – Electricidade Naval e Industrial, empresa fundada em 1969, dedicada a projectos e montagem de instalações eléctricas (electrónica e automação) para os sectores naval e industrial, que passou a ocupar o espaço na década de 1990.
Durante a ocupação do edifício pela FRINIL e pela ENI, o 2º piso esteve destinado, na maior parte da sua área, a gabinetes de desenho e projecto.
Em 2001 o imóvel foi adquirido pelo arquitecto Paulo Serôdio, que projectou a sua remodelação num conjunto de quatro habitações. O projecto não foi construído e, presentemente, o edifício encontra-se à venda.


PROGRAMA:


Com o programa proposto pretende-se explorar as características arquitectónicas do edifício nº18 da Rua da Trindade, e a prática de projecto e de desenho associadas ao seu passado mais recente, nomeadamente, durante a ocupação do recinto pelas empresas FRINIL e ENI, e durante o período em que este esteve vazio, mas em que o próprio edifício foi objecto de projecto.





1.
Acupunctura Urbana e Reabilitação – Os pequenos projectos e os grandes planos – Conversa


Apresentação do projecto de remodelação do edifício da Rua da Trindade nº18 da autoria do arquitecto Paulo Serôdio. O projecto, até hoje não construído, dará o mote a uma conversa à volta da relação entre as intervenções arquitectónicas pontuais e os grandes planos de reabilitação. O exemplo da Baixa-Chiado será ainda abordado pelos arquitectos Ricardo Carvalho e Filipe Mónica, que já intervieram na zona, e pelo arquitecto Manuel Salgado, actual Vereador do Pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa.

2. Oficina de Desenho


O Desenho será abordado durante cinco sessões ao longo da semana, a partir de diferentes disciplinas. As intervenções poderão tomar a forma de aulas práticas, conferências ou acções, em sessões orientadas individualmente, em parceria ou em simultâneo. O programa começará com uma aula/sessão de projecto dos arquitectos João Favila Menezes e Rui Mendes (2ª-feira), seguindo-se uma aula conjunta pelo designer Fernando Brízio e Fernando Poeiras da área das Ciências da Comunicação (3ª-feira), a apresentação dos projectos “Manual” e “Handling the Void” pelo artista Alexandre Estrela (4ª-feira), a demonstração/sessão de desenho arqueológico pela ilustradora científica Guida Casella (5ª-feira) e, na última sessão, a palestra do geógrafo e professor catedrático jubilado Jorge Gaspar, que acontecerá em simultâneo com a acção “Santa Fé” da artista Ana Jotta (6ª-feira).

3. Quatro Quartetos

Quatro projectos portugueses serão desafiados a explorar as características arquitectónicas e acústicas do espaço, em duas noites de concertos:

Whit, projecto de “gira-disquismo” (vulgo pratos de vinil) com Nuno Moita, Miguel Sá, Fernando Fadigas e Pedro Lopes; Flu reúne Gabriel Ferrandini (bateria), Bruno Parrinha (sax alto, electrónica), Diogo Palma (baixo), e Travassos (tapes, noise), num projecto novo que recebe influências do free jazz e do noise electrónico; Quarteto Zyryab, formado por Luís Roldão, Ricardo Nogueira, Daniel Sousa e Luís Aveiro, todos em guitarra, irão interpretar peças de Leo Brouwer, Flores Chaviano, Carlos Paredes (com arranjos de Pedro Louzeiro), Ka'mi e Marco Oppedisano; Sei Miguel Unit Core com Guilherme Rodrigues, contará com Sei Miguel (trompete, escrita e direcção), Fala Mariam (trombone alto), César Burago (percussão) e o convidado Guilherme Rodrigues (violoncelo).

4. Feira Franca

No seguimento da Oficina de Desenho, será realizada uma Feira Franca dedicada a esta disciplina. Para além das áreas abordadas ao longo da oficina, pretende-se dar também visibilidade à crescente produção associada à ilustração e ao grafitti e a suportes como revistas, fanzines, cartazes, flyers, capas de discos, etc. Assim, convidam-se os desenhadores residentes em Lisboa, ou de passagem, a trazer as suas pastas, blocos, cadernos ou “books”. O som estará a cargo de Yari e Nuno Bernardino.


CALENDÁRIO::


1 de Fevereiro | Acupunctura Urbana e Reabilitação

Domingo 16h Paulo Serôdio, Ricardo Carvalho, Filipe Mónica e Manuel Salgado.

Entrada livre;

2 a 7 de Fevereiro | Oficina de Desenho

Segunda-feira 18h João Favila Menezes e Rui Mendes
Terça-feira 18h Fernando Brízio e Fernando Poeiras
Quarta-feira 21h30 Alexandre Estrela
Quinta-feira 18h Guida Casella
Sexta-feira 18h Jorge Gaspar + Ana Jotta

Inscrição facultativa: projecto.chao@gmail.com
Bilhetes: 2 € por sessão;

6 e 7 de Fevereiro | Quatro Quartetos

Sexta-feira 22h Whit e Flu
Sábado 22h Quarteto Zyryab e Sei Miguel

Bilhetes: 5 € por noite;

7 de Fevereiro | Feira Franca

Sábado 15h às 20h Yari e Nuno Bernardino

Entrada livre;


Morada: Rua da Trindade, nº18 [ao Largo do Carmo]

Apoios: Junta de Freguesia do Sacramento, Casa Ermelinda Freitas e Cinzento Neutro

Agradecimentos: Museu Arqueológico do Carmo, Bombeiros Voluntários de Lisboa, Grupo Dot One e Trem Azul.


BIOGRAFIAS
:

Alexandre Estrela
(Lisboa, 1971) licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 1996. Em 1999 fez o mestrado em Artes Plásticas na School of Visual Arts de Nova Iorque. Também em Nova Iorque fez uma residência no International Studio and Curatorial Projects (2002-03) e aí residiu até regressar a Lisboa, onde é professor da cadeira de Audiovisuais na FBAUL desde 2004. Das exposições mais recentes destacam-se as mostras individuais “Putting fear in its place” (Espaço Chiado 8, 2008), “Stargate” (Museu do Chiado, 2006), “Merda” (Centro Cultural Vila Flor, 2006) e “Shooting for a Second I” (ZDB, 2005). Entre outros projectos, é director do festival de vídeo “Hi8 Short Video Festival” e do espaço “Oporto”, em Lisboa, e é co-editor da fanzine de desenho “Manual”.

Ana Jotta
(Lisboa, 1946) é artista plástica. Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo continuado a sua formação em Bruxelas, na École d’Arts Visuels et d’Architecture de l’Abbaye de la Cambre. Das exposições individuais mais recentes, destaca-se “s/he is her/e” (Espaço Chiado 8, 2008) e a retrospectiva “Rua Ana Jotta” (Museu de Serralves, 2005). Está representada nas colecções do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação EDP e do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, entre outras. Antes disso trabalhou no teatro com Osório Mateus*, nas “Produções Teatrais” entre 1977 e 1984, como actriz e cenógrafa. (*fundador da cadeira de História do Teatro da Universidade Clássica de Lisboa)

Fernando Brízio
(Angola, 1966) licenciou-se em Design de Equipamento na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 1996. Tem desenvolvido deste 1999 produtos, espaços expositivos, cénicos e interiores para inúmeras empresas e instituições como: Details, Droog Design, Rui Horta, Modalisboa, Intramuros, Lux/Atalaia, Experimenta Design, CCB entre outras. Trabalha desde 2007 com a Galeria KREO (Paris).Foi comissário do projecto S*Cool Ibérica 2005. É professor e coordenador do curso de Design Industrial na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e professor visitante na ECAL / Ecole Cantonal d´art de Lausanne. Tem participado em diversas conferências e júris, em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido exposto e publicado internacionalmente.

Fernando Poeiras
é docente da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, nos cursos de Design e Artes Plásticas. Além de docente em vários cursos e instituições do ensino superior trabalhou em publicidade, como consultor de comunicação, e fez pós-graduações em diferentes áreas. É investigador na área da cultura contemporânea, com diversos ensaios publicados, e prepara um doutoramento sobre "Design de experiência".

Filipe Mónica (Lisboa, 1972) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1996. Colaborou com os Arquitectos Carlos Lampreia (1992-1996), Gonçalo Byrne (1997-1999) e Manuel e Francisco Aires Mateus (1996-2001). Desenvolveu actividade em regime independente desde 1998 e com atelier próprio desde 2001. Fundou com a Arqª Helena Botelho o ”Atelier Helena Botelho Filipe Mónica” em 2007. Dos projectos efectuados ou em elaboração em Lisboa, destacam-se a remodelação de prédio e apartamento no Largo Rafael Bordalo Pinheiro / Chiado (em co-autoria), a remodelação integral de apartamento duplex na Rua dos Sapateiros / Baixa e a remodelação integral com recuperação e construção nova de prédio de habitação na Rua de São Bento, para além de diversas intervenções em interiores (em autoria e co-autoria) nas zonas do Restelo, Praça de Espanha, Necessidades, Telheiras, Avenidas Novas, São Vicente de Fora e Parque das Nações. Dos projectos actualmente em curso destaca-se ainda o projecto para a construção do Convento da Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis em Beja.

Flu reúne Gabriel Ferrandini (bateria), Bruno Parrinha (sax alto, electrónica), Diogo Palma (baixo), e Travassos (tapes, noise). Os FLU procuram uma linguagem meticulosamente preversa com uma herança ligada ao free-jazz e a influências contemporâneas do "noise" electrónico. Tensão, subtileza, força, emoção e explosão são alguns pólos que definem as características deste projecto.

João Favila Menezes (Coimbra, 1966) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1992. Desde 1988 é sócio e Arquitecto Coordenador do Atelier Bugio, em Lisboa. Dos projectos que já desenvolveu destacam-se a ampliação do Hotel do Porto Santo e a Estalagem da Quinta da Casa Branca no Funchal. Participou em várias exposições, entre outras, "Geração 90" (Ordem dos Arquitectos, 2000), “Habitar Portugal 2000-2002” (Ordem dos Arquitectos e Instituto das Artes, 2002) e “Arquitectura e Design de Portugal 19902004” (no edifício da Triennale no Palazzo Dell’Arte Milão, 2004). Participou nas conferências “Escolhas: a jovem criação contemporânea em Lisboa” e “Casas e Cidades para além das novidades” (promovidas pela Ordem dos Arquitectos, respectivamente, em 2000 e 2002) e “o Sitio na Arquitectura” (promovida pelo Instituto Superior Técnico, 2002). Recebeu o prémio anual de recuperação pela Associação Portuguesa Municípios e Centros Históricos pela recuperação e reconversão em restaurante do Forte da Nª Sr.ª da Conceição no Funchal em 1997, e o prémio municipal de Arquitectura da cidade do Funchal em 1998 com o projecto da estalagem da Quinta da Casa Branca. Foi nomeado para o prémio SECIL de Arquitectura e para o prémio MIES VAN DER ROHE de Arquitectura em 2001. Desde 2006, é professor convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Évora.

Jorge Manuel Barbosa Gaspar (Lisboa, 1942) é geógrafo, licenciado pela Universidade de Lisboa em 1965. Em 1968 completou uma Pós-graduação em Análise Regional e Urbana na Universidade de Lund (Suécia), como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Na Universidade de Lisboa concluiu em 1972 o Doutoramento e em 1973 fez a agregação em Geografia Humana. É Professor Catedrático jubilado da Universidade de Lisboa. Desde 1994, foi Professor Catedrático convidado do Instituto Superior Técnico. Planeou e coordenou desde a sua criação, em 1981, o curso de Mestrado em "Geografia Humana e Planeamento Regional e Local", na Universidade de Lisboa. Ao longo do seu vasto percurso, colaborou com o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, onde dirigiu a Linha de Acção "Estudos para o Planeamento Regional e Urbano" (1975-1994) e a Área Científica de Geografia Humana. Fez parte do grupo de trabalho que elaborou, no âmbito da Fundação Europeia da Ciência, o programa RURE (Regional and Urban Restructuring in Europe) e coordenou uma das áreas de estudo do programa (1990/ 1994). Foi ainda Presidente da Comissão Nacional de Geografia, membro do Conselho Geral da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), Presidente do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, entre outros cargos directivos e de coordenação. Doutorado Honoris Causa pela Universidade de León (1995), é membro da Academia Europaea, académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, membro do Center of European Studies, Durham, Reino Unido, e membro de diversas associações nacionais ligadas à Geografia, ao Urbanismo e ao desenvolvimento regional.

Guida Paola Silveira Casella (Lisboa, 1974) é ilustradora cientifica na área da Arqueologia e Divulgação de Património. Licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 2000 e fez o mestrado em Ilustração Arqueológica no Swindon College of Art and Design, Universidade de Bath, Reino Unido (2003/4). É membro da Association of Archaeological Illustrators and Surveyors desde 2001. Desde 1999 tem integrado Equipas de Especialistas e Investigadores na Área do Património Cultural, como Ilustradora de Arqueologia, Museografia e Reconstrução Histórica para fins Educativos. Desta actividade destacam-se as colaborações com o IPA, o IPPAR, o CNANS, o Intituto Arqueológico Alemão. Tem trabalhos publicados na Revista Portuguesa de Arqueologia, Archaeology, Archeologia Viva, BBC – Channel 4, entre outros. Tem leccionado cursos, workshops e palestras sobre Ilustração Arqueológica e Reconstrução Histórica em diversas instituições (Faculdade de Belas Artes de Lisboa, Universidade Autónoma de Lisboa, Ar.Co, Escola Profissional de Arqueologia de Mértola).


Manuel Salgado
(Lisboa, 1944) licenciou-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1968. Foi discípulo do Professor Frederico George. Entre 1972 e 1983 foi director do Departamento de Urbanismo e Director Técnico de uma empresa pública de projectos, em Lisboa. Dirigiu o gabinete de projectos "Risco", desde 1984 até 2007, onde desenvolveu projectos de arquitectura e urbanismo, entre eles, o Centro Cultural de Belém (com Vittorio Gregotti), o projecto dos Espaços Públicos da Expo'98 (1994/97) e do Estádio das Antas (1999/2003), ou ainda, com Nuno Portas, o projecto vencedor do concurso “Farecentro a Romanina” (2005/6). Foi Professor Catedrático Convidado de Projecto do curso de Arquitectura do Instituto Superior Técnico. É vereador da Câmara Municipal de Lisboa, ocupando actualmente o pelouro do Urbanismo e Planeamento Estratégico.

Nuno Bernardino
é DJ e actua regularmente desde 1998. Com o finlandês Jari Marjamaki (aka Zentex) formou a dupla Ballet Mecânico. Foi co-apresentador e autor de dois programas de rádio (Oxigénio e Química FM), é DJ residente no bar A Capela, no Bairro Alto, e tem apresentado os seus sets em vários eventos e espaços nacionais, contando também com algumas actuações no estrangeiro. Enquanto DJ ou em formato live participou nos eventos Finnfest, Maio no Europa, Festival em_Trânsito, Tour de Cologne, Festival Imago, SuperStereo Demostration e Festival Número-Projecta.

Paulo Serôdio (Lisboa, 1970) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa e tem uma Pós-Graduação pelo Instituto Superior Técnico. É desde 2002 docente no Departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa. Trabalhou nos ateliers de arquitectura ARX Portugal Arquitectos e João Santa-Rita Arquitectos, em Portugal, e nos E.U.A. com Asymptote Architecture, em Nova Iorque e Rob Claiborne Architects, em Los Angeles. É desde 2007 sócio do Atelier Orgânica Arquitectura. Foi Fundador, Director e Editor, entre 1999 e 2004, da Revista PROTOTYPO - Arquitectura, Artes Plásticas e Design, referenciada pelo New York Times como uma das mais importantes revistas de arquitectura do mundo, e co-produtor do Seminário de Arquitectura Prototypo – Performing the City, integrado no Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.


Quarteto Zyryab é um quarteto de guitarras formado em 1999 por Luís Roldão, Ricardo Nogueira, Daniel Sousa e Luís Aveiro. O agrupamento adoptou o nome de Zyryab, músico persa nascido em Bagdad em finais do século VII, que viveu na Andaluzia e é considerado o “inventor” da guitarra ao ter adicionado uma quinta corda ao alaúde árabe.


Ricardo Carvalho (Lisboa, 1971) licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 1995. É docente no Departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa. Crítico de Arquitectura do Jornal Público. Desde Setembro de 2005 é co-director do JA – Jornal Arquitectos. Foi conferencista e/ou professor convidado em diversas universidades e instituições das quais se destacam a Ordem dos Arquitectos, Faculdade de Arquitectura de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Universidade Autónoma de Lisboa, Universidade Eduardo Mondlane em Maputo, Moçambique, Universidade de Évora, Universidade Cottbus, Alemanha, Universidade de Coimbra e na Academia de Mendrisio na Suíça. Desde 1995, trabalha em associação com Joana Vilhena.


Rui Mendes (Lisboa, 1973) é arquitecto pela Universidade Lusíada de Lisboa. Tem escritório em Lisboa com trabalho publicado em diversas revistas de arquitectura. É autor de artigos e ensaios publicados em revistas especializadas, entre eles “Da Bildung ao Grand Tour: a viagem como conhecimento” (JA 227 FÉRIAS. Ordem dos arquitectos 2007) e “Amos Gitai. A descoberta de um cineasta a partir da trilogia documental House”. (Docs.pt 2007). Tem realizado de forma regular Seminários académicos (DA/UAL e DA/ISCTE).


Sei Miguel (Paris, 1961) é trompetista de jazz, arranjador, director e produtor. Depois de viver no Brasil e em França, radicou-se em Portugal nos anos oitenta. O Sei Miguel Unit Core é formado por Sei Miguel no trompete (de bolso), Fala Mariam no trombone alto e César Burago na percussão. Tem dirigido formações com um número variável de músicos e o trio tem por várias vezes ascendido a quarteto, como foi o caso do seu último trabalho “The Tone Gardens” para o qual contou com a participação de Rafael Toral. Discografia: Breaker (Ama Romanta, 1988); Songs Against Love and Terrorism (Ama Romanta, 1989); The Blue Record (Ama Romanta, 1990); The Portuguese Man Of War (1993); Showtime (1996); Token (1999); Still Alive in Bairro Alto (Headlights, 2001); Ra Clock (2002); The Tone Gardens (Creative Sources, 2006).

Whit são Nuno Moita (Gigantiq; Grain of Sound, Ristretto), Miguel Sá (Tra$h Converters, Producers, variz.org), Fernando Fadigas (Tra$h Converters, Producers; variz.org) e Pedro Lopes (Rádio Zero, Riot trio), reunidos num projecto puramente centrado no gira-disquismo (vulgo pratos de vinil).


Yari é Jari Marjamaki, músico, DJ e produtor finlandês residente em Lisboa desde o início dos anos 90. Como Zentex, editou já na Traum, Kickboxer, Resopal, Minisketch, Archipel e nas portuguesas Bloop e Plot. Para além de concertos ao vivo (como Zentex) e do trabalho como DJ (como Yari), tem trabalhado nos projectos Deestant Rokers, Monokone, Strip, 3 Wise Man. Animou o programa Ballet Mecânico nas estações de rádio lisboetas Oxigénio e Química.